Montana 2021: preço, motor, consumo, revisão/manutenção detalhes

Montana 2021: preço, motor, consumo, revisão/manutenção detalhes

A Chevrolet anunciou a chegada da linha 2021 da Montana sem grandes novidades, o que parece indicar cada vez mais que seu fim está próximo.


A picape de porte compacto segue sendo oferecida no mercado brasileiro sem grandes mudanças – a segunda geração do utilitário foi lançada há sete anos.

A Chevrolet Montana 2021 mantém o mesmo visual da época de seu lançamento, tendo faróis com lentes bem grandes, grade ampliada com barra central e para-choque com vincos mais pronunciados nas extremidades.

Leia tudo sobre a Montana 2021:

Chevrolet Montana 2021 – detalhes

Faróis de neblina com molduras pretas dão um ar mais esportivo ao modelo, que também conta com defletor de borracha sob o para-choque, a fim de melhorar a aerodinâmica.

Rodas de liga leve aro 16 polegadas com acabamento em cinza grafite também estão disponíveis na Montana Sport, que possui saias laterais. Na traseira, as lanternas são escurecidas e há um santântonio sobre a caçamba.

Montana 2021: preço, motor, consumo, revisão/manutenção detalhes

O vidro traseiro tem grade de proteção e caçamba com revestimento plástico protetor. Há também degrau no para-choque traseiro e capota marítima, além de ganchos para amarração de carga.

Por dentro, a Chevrolet Montana 2021 tem um ambiente bem simples e incomum, com painel dotado de mostrados invertidos e semicirculares, além de um display bem antiquado.

O volante é a melhor coisa que há a bordo da picape da General Motors, tendo comandos de mídia e telefonia, bem como fundo chato.

O ar-condicionado mantém o display digital, que não é ruim e cumpre sua missão. Os difusores de ar são circulares e igualmente simples, enquanto o rádio é bem antiquado e de 1DIN.

Os bancos possuem assentos elevados pela espuma e o espaço interno é suficiente para dois adultos. As capacidades de carga e o volume são boas, fazendo da Chevrolet Montana 2021 um veículo pronto para o trabalho.

Chevrolet Montana 2021 – novidades

A Chevrolet Montana 2021 chegou ao mercado com uma linha mais simples, tendo agora apenas uma versão de acabamento. A marca decidiu matar a configuração Sport e os pacotes de equipamentos da LS.

A única opção que sobrou foi o pacote mais completo, mas com um preço ainda maior que o anterior, como você pode ver abaixo.

Tudo isso surge como um prenúncio do fim da picape, pelo menos nesse segmento. Ainda não existem informações oficiais, mas rumores indicam que a Chevrolet deve manter o nome Montana numa nova picape, que chegaria para enfrentar a Fiat Toro.

Esse mesmo segmento também deve receber a nova Ford Maverick, o que indica uma briga acirrada e mais atualizada.

Confira abaixo as novidades das linhas anteriores:

A linha 2020 da Montana chegou sem novidades, a não ser pelo aumento de preços em todas as versões.

Anteriormente, a Montana 2019 havia sido lançada com com computador de bordo e saias laterais desde a versão LS, a mais em conta da linha.

Foram disponibilizadas também duas novas opções de cores: Vermelho Chili (sólida) e Cinza Satin Steel (metálica); que se juntam ao Preto Ouro Negro, Branco Summit, Cinza Grafite e Prata Switchblade.

Montana 2021: preço, motor, consumo, revisão/manutenção detalhes

Entre os acessórios, a Chevrolet Montana 2020 dispõe de rodas de alumínio aro 16 com acabamento cinza grafite, santo antônio tubular, adesivos para o capô e teto, sensor de estacionamento traseiro, pedaleiras esportivas, suporte de bicicleta e tapete de E.V.A para a caçamba.

Convertida em picape de trabalho por conta da atual geração, bem inferior à anterior, que era mais moderna e bonita, a Chevrolet Montana está sim com os dias contados, mas poderíamos dizer que são meses. Sabe-se que a GM prepara uma nova geração de produtos, que serão no total de oito modelos. Entre eles, há uma picape que deverá ter cabine dupla.

Como agora já é de conhecimento que a Saveiro NF será feita sobre a MQB, a montadora americana quer uma rival para a Fiat Toro e a nova picape da VW. Então, provavelmente este produto enterrará de vez a Montana em uma cova bem profunda.

Projeções de todo o tipo já foram feitas em favor do modelo, sempre baseados no Onix, o hatch líder de mercado.

Mas a GM preferiu gastar em segmentos onde pudesse vender bem e, com a Fiat liderando absoluto com Strada e agora Toro, as chances são mais reduzidas. O produto da marca italiana, feito em Goiana (PE), mostrou que o consumidor quer uma alternativa menor e igualmente capaz em relação às picapes médias tradicionais.

Por isso a Fiat Toro vende tão bem e até a Hyundai com a Creta STC quer ofuscá-la. Quem sabe a picape pernambucana não é hoje o que o baiano EcoSport foi no passado dos SUVs compactos?

Chevrolet Montana 2021 – versões

  • Chevrolet Montana LS 2021

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Chevrolet Montana 2021 – equipamentos

Chevrolet Montana LS 2021 – motor 1.4 de 99 cv e 13 kgfm de torque, com câmbio manual de cinco marchas.

Segurança: airbag duplo, barras de proteção nas portas, brake light, cintos de segurança dianteiros com pré-tensionadores e ajuste de altura, aviso sonoro do cinto de segurança – motorista, destravamento automático das portas em caso de acidente, interruptor para inibir o air bag do lado do passageiro (com indicação visual), regulagem de altura dos faróis, sistema de freios com ABS e sistema de distribuição de frenagem (“EBD”) e sistema de imobilização do motor.

Aparência: aplique decorativo no painel na cor cinza “aquarium”, controles e saídas de ar com detalhes na cor metalizada, lanternas com lentes escurecidas, maçanetas internas na cor cinza “aquarium”, manopla da alavanca de cambio com detalhe na cor cinza “aquarium”, painel de instrumentos na cor “ice blue”, para-choques pintados na cor do veículo, protetor de caçamba e roda de aço aro 15″ com calotas integrais.

Conforto: abertura da tampa do combustível com acionamento conjunto com as travas das portas, acelerador eletrônico, alerta sonoro de faróis ligados, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, chave tipo canivete dobrável, computador de bordo com 4 funções (consumo médio, consumo total, velocidade média e autonomia), console central com porta objetos, direção hidráulica, espelhos retrovisores externos elétricos, hodômetro digital total e parcial e tacômetro, indicador de troca de marchas, regulador de intensidade da iluminação do painel de instrumentos, sistema de luz “leve-me” (acendimento automático de faróis e lanternas ao destravar as portas pelo controle remoto), sistema de luz “siga-me” (faróis permanecem acesos por um período de tempo após travamento das portas), sombreiras – motorista e passageiro com espelho, trava elétrica das portas com acionamento na chave e vidro elétrico nas portas com acionamento por “um toque”, anti esmagamento e fechamento automático pela chave.

Entretenimento: preparação para receber sistema de som com fiação elétrica completa.

CORES: Preto Ouro Negro (metálica, sem custo adicional); Branco Summit (sólida, R$ 650); Prata Switchblade, Vermelho Chili e Cinza Satin Steel (metálicas, R$ 1.350).

Chevrolet Montana 2021 – preços

  • Chevrolet Montana LS 2021 – R$ 77.980

Montana 2021: preço, motor, consumo, revisão/manutenção detalhes

Chevrolet Montana 2021 – motor

Sob o capô da Chevrolet Montana 2021, há o motor 1.4 Econo.Flex Eco, que desenvolve até 99 cv e 13 kgfm, associado a um câmbio de cinco marchas. O motor ainda é o velho e antiquado Família 0 da General Motores, que tem bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio e cárter de latão.

O propulsor tem comando de válvulas roletado e sem assistência eletrônica para variação de abertura e fechamento.

A General Motors conseguiu extrair tudo o que podia desse motor em termos de eficiência energética, substituindo pistões, bielas, bronzinas, anéis, juntas e ajustando a injeção eletrônica multiponto.

O propulsor ganhou também sistema de proteção da bateria e recuperador de energia.

Chevrolet Montana 2021 – desempenho

Aceleração de 0 a 100 km/h e velocidade máxima final 

  • Chevrolet Montana 1.4 – 10,4 segundos e 170 km/h

A Chevrolet Montana 2021 tem um desempenho mediano. A picape da GM tem 1.136 kg de peso, mas o pequeno – embora antiquado – motor 1.4 Econo.Flex entrega um bom torque em baixa rotação, garantindo assim melhor desenvoltura para o produto.

Com câmbio manual de cinco marchas, o modelo tem saídas boas quando sem carga, atingindo rapidamente rotações elevadas, mas correspondendo ao que se espera.

Nas retomadas, a Chevrolet Montana 2021 também tem uma boa resposta, mas quando carregada, precisa de antecipações nas ultrapassagens e nas alterações de velocidade para cima. O câmbio tem engates precisos e macios, assim como a embreagem de acionamento hidráulico. A direção com assistência hidráulica é leve e tem boa precisão na resposta. Já os freios atendem de forma razoável.

A suspensão traseira é por eixo de torção e permite curvas mais eficientes com o conjunto dianteiro, dando mais agilidade e segurança ao motorista, mas não tem a mesma robustez do eixo rígido com molas semielípticas.

A capacidade de carga é de 717 kg, mais do que suficiente para suas pretensões comerciais. Não é feita para o fora de estrada, mas encara com tranquilidade uma estrada de terra.

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Chevrolet Montana 2021 – consumo

Cidade

  • Chevrolet Montana 1.4 – 7,5 km/litro no etanol e 10,7 km/litro na gasolina

Estrada 

  • Chevrolet Montana 1.4 – 8,4 km/litro no etanol e 12,2 km/litro na gasolina

Mesmo o motor 1.4 Econo.Flex ser um propulsor antigo e desatualizado, ele ainda trabalha suave – especialmente com o lubrificante menos viscoso da atualização – permitindo assim uma média de consumo interessante, fazendo logicamente números bons na gasolina e um pouco mais animadores no etanol, ainda mais sendo um veículo de projeto antigo.

Graças também ao bom casamento motor-câmbio, faz com que a Chevrolet Montana 2021 tenha boa eficiência energética, apesar de tudo. A GM não deve realizar alterações que visem reduzir o consumo.

Carregada, porém, a média fica bem elevada, especialmente com etanol. Por isso, mesmo com a queda de 5 cv, o rendimento será melhor e com pouco prejuízo para o bolso do proprietário, cujo negócio muitas vezes depende da economia.

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Chevrolet Montana 2021 – manutenção e revisão

O plano da manutenção da Chevrolet Montana 2021 considera as paradas para inspeção e substituição de peças a cada 10.000 km, sendo que até 60.000 km, o proprietário gastará R$ 3.964 com revisões, já incluída a mão de obra.

Óleo lubrificante, filtro de óleo, velas, correia dentada, correia em V, filtro de combustível, filtro de ar, fluído de freio, entre outros, são itens trocados normalmente nas revisões.

No caso de peças de desgaste natural, o proprietário da Chevrolet Montana 2021 terá de pagar à parte por suas substituições, entre elas pastilhas, discos, pneus, entre outros. As revendas da marca também possuem estrutura para alinhamento, balanceamento, pintura, funilaria, lavagem, higienização, entre outros.

Há também o Road Service, que é um serviço de assistência de 12 meses que permite ao cliente utilizar guincho ou reboque, troca de pneus, carro emergencial, pane seca por falta de combustível, táxi e abertura remota da porta em caso de perda/roubo da chave.

A Chevrolet Montana 2021 ainda conta com uma gama de acessórios para deixar a picape da General Motors mais de acordo com o gosto do proprietário.

O agendamento para todos os serviços pode ser feito pelo site da Chevrolet ou ligando direto para a marca ou concessionário.

Revisão

Custo

Quilometragem

Preços 1.4

10.000 km

R$ 284

20.000 km

R$ 688

30.000 km

R$ 692

40.000 km

R$ 580

50.000 km

R$ 928

60.000 km

R$ 792

Chevrolet Montana 2021 – ficha técnica

Motor

1.4

Tipo

Dianteiro, transversal, Etanol e Gasolina

Número de cilindros

4 em linha

Cilindrada em cm3

1389

Válvulas

8

Taxa de compressão

12.4:1

Injeção eletrônica de combustível

Multiponto

Potência Máxima Líquida (ABNT NBR 5484)

Gasolina: 94 cv a 6000 rpm / Etanol: 99 cv a 6000 rpm

Torque Máximo Líquido (ABNT NBR 5484) 

Gasolina: 12,9 kgfm a 3200 rpm / Etanol: 13,0 kgfm a 3200 rpm

Transmissão

Tipo

Manual 5 marchas

Tração

Tipo

Dianteira

Freios

Tipo

Disco sólido / Tambor

Direção

Tipo

Hidráulica

Suspensão

Dianteira

McPherson, barra estabilizadora

Traseira

Eixo de torção

Rodas e Pneus

Rodas

Aço / Liga leve 16 polegadas

Pneus

195/55 R16

Dimensões

Comprimento total (mm)

4514

Largura sem retrovisores (mm)

1700

Altura (mm)

1572

Distância entre os eixos (mm)

2669

Capacidades

Porta-malas (litros)

1152

Tanque (litros)

49

Carga útil, com 5 passageiros mais bagagem (kg)

717

Peso em ordem de marcha (kg)

2036

Coeficiente de penetração aerodinâmica (Cx)

1136

Chevrolet Montana – história

Nascida em 2003, a geração atual é a segunda da picape da Chevrolet, mas esta pode ser considerada como a primeira. O que houve não foi uma evolução, mas um retrocesso que teria acarretado até mesmo a demissão da primeira presidente do sexo feminino da GM do Brasil, Denise Johnson.

Segundo rumores da época, a executiva teria vetado o projeto da Montana e exigido alterações que causaram um atraso de dois meses no lançamento.

O que ela pedia era qualidade do produto. Certo ou não, a picape realmente não havia evoluído, pelo contrário, retrocedeu pelo fato de substituir uma plataforma mais nova, a do Corsa C, pela do anterior Corsa B, utilizando para isso uma versão simplificada da mesma, usada no Celta e que acabou gerando o Chevrolet Agile.

Mas, não antecipando o ponto da história, a Chevrolet Montana é resultado da experiência anterior da General Motors do Brasil com picapes leves. Em dado momento, a empresa tinha – assim como a Ford – picapes de todos os segmentos.

Chevrolet – picapes antes da Montana

Tudo começou lá em 1983, quando o Chevette (Opel Kadett da terceira geração) gerou a picape Chevy 500.

O modelo tinha apenas 4,18 m de comprimento e 2,39 m de entre-eixos, sendo equipada com motor OHV 1.6 de 80 cv com câmbio manual de cinco marchas ou automático de três marchas, sendo a única da categoria até hoje que utilizou uma caixa de mudanças hidramática.

A Chevy 500 sempre foi a menor e menos capaz das picapes existentes na época, quando havia a Fiat Fiorino Pickup, VW Saveiro e Ford Pampa, esta última a mais robusta de todas, inclusive com tração 4×4.

A Chevy 500 também era a única com tração traseira de fábrica, podendo levar até 500 kg. Sem muitas alterações mecânicas, a picape da General Motors saiu de linha em 1995, dois anos depois do Chevette, sendo substituída pela Corsa Pickup.

Este produto era bem mais moderno e era equipado com motor 1.6 OHC 8V em transversal, tendo a segunda geração da plataforma do Opel Corsa, que era produzido ao mesmo tempo na Europa.

A Corsa Pickup era maior e tinha capacidade de carga ampliada, bem como ostentava uma suspensão traseira por eixo de torção ao invés de eixo rígido como na extinta Chevy 500. Na mesma época, sua versão furgão era chamada de Opel Combo na Europa.

Em conformidade com as operações internacionais da GM, a picape foi produzida até 2003, quando foi substituída pela Chevrolet Montana.

O modelo evoluiu junto com o Corsa, que passou da geração B para a C tanto no Brasil quanto na Europa, sob a Opel. Da mesma forma, o furgão Combo fez sua transição no velho continente. Assim, surgiu a uma picape visualmente mais atraente e que seria pivô de uma declaração infeliz de um chefe de montadora rival.

Assim como no Brasil, a picape foi feita também na África do Sul.

Por aqui, a Chevrolet Montana era equipada com motor 1.4 Econo.Flex, que evolutivamente era seu calcanhar-de-aquiles, pois na Europa o Ecotec já fazia parte da gama da Opel. No exterior, ganhou motor diesel 1.7 inicialmente.

Com a parceria da GM com a Fiat, o motor diesel Multijet 1.3 foi introduzido. Aqui, o Família I 1.8 8V se fez presente. Não era o mais eficiente, mas entregava a performance que o cliente queria. Embora pudesse, nunca recebeu câmbio automático.

Com suspensão semi-independente na traseira e McPherson na dianteira, tinha excelente dirigibilidade para uma picape e um estilo bem jovem, tendo ainda cabine estendida e versões com apelo esportivo.

Preparadores chegaram a criar uma versão de três eixos da Chevrolet Montana, tamanha a admiração pelo modelo. O sucesso de público fez com que a concorrência se preocupasse com suas habilidades.

A Ford não reagiu e manteve a Courier como picape de trabalho, enquanto a Fiat reforçava sua Strada com a versão Adventure e a Volkswagen tentava apelar para versões joviais, como a Saveiro Surf. Mas, a Renault – ao ser questionada sobre uma Logan Pickup, existente na Europa – afirmou que esta não era capaz de brigar com a Montana.

Isso serviu de resposta para a não produção do modelo da Dacia no país. A marca francesa só viria a ter uma picape (com cabine dupla) com a Oroch, mas muito tempo depois.

Chevrolet Montana – segunda geração

Eis então que chega 2010. A GM anuncia – com dois meses de atraso – a segunda geração da Chevrolet Montana. O projeto era derivado do Agile, um infeliz projeto para uma empresa sem dinheiro e cuja matriz agonizava para não fechar as portas.

Como não havia para onde correr, a GMB utilizou-se da plataforma do Celta – na verdade, uma versão simplificada do Corsa B – para criar a dupla. O Agile foi dado aos hermanos argentinos e a picape ficou sendo feita no ABC Paulista.

Com um design muito criticado, inclusive em produtos posteriores e já sob a nova variação da plataforma Gamma II, a Chevrolet Montana era uma volta ao passado.

Inferior ao modelo anterior, herdou apenas o longevo motor 1.4 e não apresentou qualquer avanço estético, tendo frente atarracada e com faróis enormes, bem como interior de gosto duvidoso e painel com mostradores invertidos… Era tudo o que os fãs da geração anterior (ou seria posterior?) não queriam ver.

A partir daí, nota-se uma queda de interesse do consumidor jovem e apenas quem precisa de um transporte de cargas abraçou a ideia da General Motors. Feita apenas no Brasil, a Chevrolet Montana é o calcanhar-de-aquiles da montadora até os dias atuais.

Ela sobreviveu à morte do Agile e ao surgimento do Onix e seus derivados. Atualmente, é o único modelo da marca com a base do Corsa B, enquanto todo o restante da gama nacional tem plataformas mais modernas, como Gamma II e D2XX.

Chevrolet Montana 2021 – fotos

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Leonardo Andrade
Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.

72 comentários em “Montana 2021: preço, motor, consumo, revisão/manutenção detalhes”

    • O pior é que a Chevrolet chama de “modelo 2018”, mas a Montana mais parece uma re-reprise do Vale a Pena Ver de Novo do ano 2011….. Ou seja, se tornou uma Picape Senhora do Destino!!!!! (kkkkk)

    • Lembro de anos atrás uma matéria da 4 rodas com uma mula de pickup, não lembro se do Celta ou do próprio Corsa, e a pergunta é se teriam uma pickup abaixo da antiga montana.

    • Possivelmente a maior parte das vendas é concentrada em pessoa fisica. Logo, seria para agradar visualmente quem tem interesse. Curiosamente tenho visto muitas Saveiro “Robust” em SP.

      • Não só ai, mas aqui tbm vejo muitas Saveiro Robust, mais que a própria Strada Working. Não é a toa que as vendas da Saveiro estão tão próximas da Strada. A GM tinha que pensar igual a VW e investir em uma versão com vocação para o uso profissional

        • O que eu nõa entendo na Chevrolet foi ter tirado a versão 1.8. Para o proposto para alguns consumidores de picape, ela deveria ter uma versão mais forte.

          Isso é um forte apelo para as versões 1.8 da Strada (eram, agora o pessoal migra para a Toro).

    • Não tem como. O painel é todo do Corsa com adaptação para receber esse visual das fotos. Perceba que o local para colocação do radio ficaria extremamente baixo. Para isso deveria ocorrer um novo desenho de painel o que demandaria muito desenvolvimento. Acha que a Chevrolet vai investir para isso na picape?

  1. Não acho ela feia, pelo contrário. O design é bem melhor que do Agile pois a frente parruda dá um toque de robustez. Nas empresas é a segunda preferida depois da Strada (Saveiro é pra madames), pois aguenta o tranco. Além disso tem um bom preço (na GM dão até 20% de desconto nela). E para o desespero dos haters ela vende até bem: em fevereiro foi o 6º comercial leve mais vendido, a frente da Ranger. Chorem! ;)

  2. G…Zuis!!!! Vamos ter que aguentar essa coisa horrenda por pelo menos mais 2 anos?
    Essa Monstrana tá durando mais tempo no mercado do q a linda Montana derivada do Corsa. Já passou da hora da GM fazer a nova geração da Montana baseada no Onix.

  3. E pensar que tiraram a Montana baseada no Corsa G2 para colocar essa coisa horrenda no mercado. Essa porcaria aí é baseada no Corsa G1 assim como aquele outro horroroso e falecido Agile?

  4. O pessoalzinho da General Monsters deveria se tocar e cair na real, que a única coisa que tá faltando nesta MARMOTA é a frente reestilizada do finado “k-h-Agile”, porque essa frente de MONSTRANA já deu o que tinha que dar nesta carniça. :(

  5. A mesma coisa né, deviam colocar a frente do último agile, mas pelo menos tem ótimos descontos, e o que se compra barqto, vende barato, e ai consegue vender rápido. E aguenta mais que a saveiro, por exemplo

    • Em janeiro foi faturada uma Courier que a Ford já tinha encerrado faz tempo; vai ter Montana sendo vendida pela GM até 2020 certamente, nem que seja 1 por mês.

  6. Passou da hora da GM aposentar essa plataforma de Corsa A, só a Montana resiste. Corta o Cobalt e faz uma nova Montana, com cabines simples, estendida e dupla, motores 1.4 e 1.8, câmbios M6 e AT6… Ou a GM vai levar a Montana como a Ford fez com a Courier? Das pequenas a única que se renovou foi a Saveiro.

  7. O mercado clama por um novo modelo da Montana, eu disse novo modelo e não facelift, cores diferenciadas, novo volante… O modelo até quebra um galho no dia-a-dia mas os números não negam: a Montana vende 3,5x menos que a líder Strada e quase 3x menos que a Saveiro. A GM fez um golaço ao lançar o Onix, um carro que caiu no gosto do povo, remodelou o Cobalt (outro Frankstein) e tirou de linha o Agile, que não vendia nem no país de origem mas, continua errando a mão com a pickupinha. Vai entender.

  8. a mesma porcaria desde quando foi lançado…. alias a Saveiro Cross era a unica pick-up pequena que gostava e no ultimo facelift a VW conseguiu estragar ela por fora. Por dentro ficou bom, mas por fora, nao sei pra que farol daquele tamanho.

    A Strada ta ai no mercado a trocentos anos, so muda a casca e aumenta preço.

    Ja dirigi bem as 3.

    Se tivesse que escolher, ficaria com uma saverio 2015 1.6 16V, acho a melhor, mais gostosa de dirigir e mais bonita.

    Mas a chevrolet parou no tempo com montana, spin, cobalt. Esses carros estragam a linhda da GM.

  9. Custava por a sexta marcha? Ajudaria no consumo quando está vazia ou meia carga, mas a GM não oferece nada a mais. Afinal o Onix vende igual a pão quente

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