China cria nova taxa contra carros de luxo e atinge em cheio Mercedes, Porsche e outras marcas estrangeiras

porsche taycan turbo s 2024 avaliação na (48)
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A China acaba de mudar as regras do jogo para os carros de luxo importados.

Em uma decisão que promete balançar o mercado premium, o governo chinês implementou uma nova taxa sobre veículos com valor superior a €108 mil (aproximadamente R$ 675 mil), atingindo tanto modelos a combustão quanto elétricos.

A medida, que entra em vigor imediatamente, adiciona mais um obstáculo para marcas estrangeiras como Mercedes, Porsche, Lexus e Land Rover.

Antes da mudança, essa chamada “taxa de consumo” só era aplicada a carros com preços acima de €156 mil.

mercedes g580 eq (1)
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A redução do limite e a inclusão de EVs deixam clara a intenção de limitar ainda mais a presença dos importados de luxo no mercado chinês, especialmente em um momento em que as montadoras locais oferecem modelos similares por preços bem menores.

Modelos como o Mercedes EQS, o Porsche Taycan e o próprio S-Class já ultrapassam esse novo teto, sendo imediatamente afetados pela nova regra.

Para piorar, o valor da taxa é calculado com base no preço final do veículo, incluindo todos os opcionais escolhidos pelo cliente — o que pode elevar ainda mais o custo de aquisição.

Apesar de parecer um golpe direcionado, o governo chinês justifica a medida como um esforço para reduzir a circulação de carros de luxo importados e, indiretamente, estimular o consumo de modelos fabricados no país.

bmw 740i escola de samba (3)
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De acordo com a agência estatal Xinhua, trata-se de uma medida “estratégica” que mira um segmento pequeno, mas de grande valor simbólico.

Só no primeiro semestre de 2025, as vendas de carros de luxo acima de ¥1 milhão (em torno de R$ 700 mil) despencaram 48% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

E os mais atingidos foram justamente os importados de alto padrão: 48% dos modelos nessa faixa de preço foram da Mercedes, seguida por Land Rover (23%), Porsche (18%), Lexus (8%) e Bentley (3%).

Mesmo sendo uma fatia pequena das vendas totais de carros na China — que chegaram a 15,7 milhões de unidades nos primeiros seis meses do ano —, os modelos de luxo representam margens de lucro significativas para as marcas estrangeiras.

E é justamente aí que a nova taxação pode provocar maiores danos.

Especialistas, como Deng Jianquan, da Cinda Securities, avaliam que a medida não deve afastar os clientes milionários, já acostumados a pagar altos impostos de importação — que já somam 40% sobre o valor do carro, além de 15% de tarifa alfandegária.

Ainda assim, a combinação desses encargos com a nova taxa coloca os carros importados em desvantagem ainda maior frente aos modelos nacionais.

Durante o Salão de Xangai, o CEO da Mercedes-Benz, Ola Källenius, reconheceu que a competição com montadoras chinesas no segmento de luxo está mais acirrada.

Ele afirmou que a marca seguirá apostando na estabilidade de valor residual dos seus modelos, sem entrar em guerras de preços. Mas, com o novo cenário fiscal chinês, essa estratégia poderá ser colocada à prova mais cedo do que se imaginava.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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