
As montadoras chinesas seguem ganhando terreno no mercado europeu de veículos eletrificados, mesmo enfrentando tarifas da União Europeia e resistência da indústria local.
Em novembro, os fabricantes da China atingiram participação recorde de 12,8% nas vendas de carros elétricos na Europa.
No segmento de híbridos — com ou sem recarga externa — a presença chinesa também cresceu, superando 13% em países da União Europeia, da EFTA e no Reino Unido.
Os dados são da consultoria Dataforce, que aponta uma tendência clara de avanço chinês mesmo diante de barreiras comerciais impostas recentemente.
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A ofensiva é liderada por marcas como BYD e SAIC, que expandiram presença com modelos acessíveis e focados em eficiência.
Novatas como a Chery e a Leapmotor também surpreendem, com taxas de crescimento exponenciais graças a parcerias estratégicas com grupos europeus.
A Leapmotor, por exemplo, viu suas vendas de EVs na Europa subirem mais de 4.000% até outubro, impulsionada por sua joint venture com a Stellantis — dona de marcas como Fiat, Peugeot e Opel.
Já a Chery, por meio da submarca Omoda, registrou aumento de 1.100% nas vendas de elétricos no mesmo período, segundo dados da Jato Dynamics.
Essa invasão chinesa não é acidental: com excesso de produção e margens espremidas na China, as montadoras buscam exportar em massa para mercados externos.
Apesar das tarifas adicionais impostas pela UE no fim de 2024, boa parte das fabricantes chinesas absorveu os custos e encontrou brechas para seguir crescendo.
Um dos caminhos foi ampliar a oferta de híbridos — categoria não afetada pelas novas taxações — e explorar mercados fora da zona do euro, como o Reino Unido.
O crescimento chinês está colocando pressão nas montadoras tradicionais da Europa, que enfrentam dificuldades para competir em preço e escala de produção.
Como resposta, líderes da indústria automobilística europeia estão pressionando autoridades por mudanças nas regras ambientais.
A proposta de banir veículos novos com motor a combustão até 2035 está sendo revisada por autoridades da UE, diante do risco de prejudicar a competitividade das marcas locais.
Enquanto isso, a China continua ganhando espaço, aproveitando a transição energética para consolidar seu domínio em um setor que, por décadas, foi território das montadoras europeias.
A ofensiva é clara: os carros chineses chegaram para ficar — e cada vez ocupam mais espaço nas ruas da Europa.
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