
Fãs de automobilismo terão uma chance única de levar para casa um pedaço literal da história do esporte a motor.
O icônico circuito de Suzuka, no Japão, anunciou que vai vender seções do asfalto original da pista como item de colecionador.
Os fragmentos serão disponibilizados ao público como parte das obras de recapeamento previstas para a parte oeste do traçado.
A reforma acontece em preparação para o Grande Prêmio do Japão de Fórmula 1, que será realizado em março do próximo ano.
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Ainda não foram revelados os preços nem a quantidade exata dos pedaços que estarão à venda, mas a raridade da peça promete atrair colecionadores do mundo todo.
Suzuka é um dos circuitos mais tradicionais do calendário da F1, palco de decisões épicas desde os anos 1980 até o início dos anos 2000.
Lendas como Ayrton Senna, Alain Prost e Michael Schumacher cravaram capítulos decisivos da carreira nesse traçado desafiador e técnico.
Além da Fórmula 1, a pista também é referência nas duas rodas, sendo sede da tradicional prova das 8 Horas de Suzuka.
O asfalto que será comercializado já viu carros rasgando curvas a mais de 300 km/h e motos em disputas milimétricas de resistência.
Segundo publicação oficial do circuito nas redes sociais, os fragmentos são resultado direto das obras de modernização da pista.
O texto afirma que o objetivo é preservar a memória dos grandes eventos sediados ali, incluindo F1, corridas nacionais e a emblemática competição de motociclismo.
A iniciativa não é inédita no automobilismo: outros autódromos ao redor do mundo já venderam partes do pavimento após reformas.
O exemplo mais famoso talvez seja o do Indianapolis Motor Speedway, que mantém até hoje sob o asfalto camadas históricas desde 1909.
Antes de cada recapeamento, técnicos retiram amostras verticais do solo, semelhantes a cilindros — como ocorre com as perfurações em geleiras para análise climática.
Esses núcleos, como os que serão vendidos por Suzuka, carregam consigo décadas de história, corridas, batidas e vitórias inesquecíveis.
Em Indianápolis, por exemplo, a famosa “Brickyard” ainda guarda sob o asfalto milhares de tijolos originais que deram nome ao circuito.
Parte deles chegou a ser removida em reformas recentes, especialmente na curva 2, onde as ondulações começaram a incomodar os pilotos da Indy a mais de 370 km/h.
Já o tradicional trecho de três pés de largura com tijolos expostos na linha de chegada segue intacto como símbolo do passado.
Em Suzuka, o recapeamento busca melhorar a aderência e suavizar imperfeições, algo essencial para os exigentes carros da F1 e ainda mais crítico para motos de alto desempenho.
Mesmo sem receber o MotoGP desde o trágico acidente de Daijiro Kato em 2003, o circuito continua sendo referência em provas de longa duração sobre duas rodas.
Com a venda dos fragmentos de pista, Suzuka transforma uma simples obra de manutenção em uma oportunidade histórica para fãs do mundo inteiro.
Se você conhece alguém obcecado por automobilismo, vale ficar de olho: talvez o presente perfeito venha direto do chão por onde passaram os maiores pilotos da história.
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