
O novo Jeep Cherokee 2026 estreia com um comercial ousado, criativo e, surpreendentemente, fora do Super Bowl.
Enquanto marcas disputam espaços milionários na final da NFL, a Jeep decidiu investir em um vídeo online de quase dois minutos — com humor, crítica e um peixe eletrônico.
A estratégia é parte de uma abordagem mais econômica da Stellantis, que prioriza campanhas de longo prazo em vez de concentrar tudo em um único domingo.
Com o custo de um comercial de 30 segundos chegando a US$ 8 milhões (cerca de R$ 41,7 milhões), o plano da Jeep foi evitar o tradicional espetáculo publicitário.
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Olivier Francois, chefe de marketing da Stellantis, justificou a decisão dizendo que uma boa história precisa de tempo para ser contada, não apenas 60 segundos de fama.
A peça publicitária apresenta pai e filho viajando em um Cherokee híbrido até um rio, onde o filho tenta libertar seu peixe Billy Bass eletrônico.
Entre piadas visuais e exageros narrativos, a marca aproveita para destacar os 140 recursos de segurança do SUV — incluindo atualizações via software e tela de informações do motorista.
O vídeo termina com leveza, mas a mensagem de bastidores é clara: a Jeep quer reposicionar sua comunicação sem depender de um evento pontual.
Bob Broderdorf, CEO da Jeep, explicou que além do Cherokee, a marca tem quatro lançamentos simultâneos em 2026: Grand Cherokee reestilizado, Grand Wagoneer renovado e o EV Recon.
Gerenciar todas essas novidades em um único comercial seria, segundo ele, “um desafio irreal”.
Com preço inicial de US$ 36.995 (R$ 193.200), o Cherokee 2026 estreia maior e mais eficiente, apostando em uma mecânica híbrida que combina motor 1.6 turbo a gasolina com dois motores elétricos.
A potência combinada é de 210 cv, com torque de 31,7 kgfm e capacidade de reboque de até 1.588 kg.
Sem carga, o modelo promete consumo médio de 15,7 km/l, o que o coloca entre os SUVs híbridos mais econômicos do segmento.
A Jeep confirmou que mais anúncios criativos virão ao longo do ano, mas negou a criação de uma versão especial baseada no peixe Billy Bass.
A brincadeira, no entanto, já surtiu efeito: a marca chamou atenção sem gastar milhões e ainda aproveitou para reposicionar o Cherokee em um mercado cada vez mais competitivo.
Num cenário de orçamentos publicitários questionados e prioridades internas, a Jeep parece ter encontrado uma forma de manter a irreverência sem abrir mão da eficiência.
Para 2026, a aposta da marca é clara: menos espetáculo, mais conteúdo — e SUVs mais conectados ao gosto do consumidor moderno.
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