Com queda de 27%, CEO da Stellantis admite crise e diz que esse será o “ano de execução” para salvar Jeep e Ram

antonio filosa
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Depois de anos de queda nas vendas e perda de relevância no maior mercado automotivo do mundo, a Stellantis encara 2026 como um ponto de virada — ou de colapso definitivo.

A afirmação é do novo CEO da empresa nos EUA, Antonio Filosa, que assumiu o comando em maio e já iniciou um plano de reestruturação focado nas marcas Jeep e Ram , pilares históricos do grupo na América do Norte.

Durante o Salão de Detroit, Filosa afirmou que este será “um ano de execução”, com metas claras para reverter os danos acumulados sob a gestão de Carlos Tavares, ex-CEO global da companhia.

Tavares havia colocado os veículos elétricos como prioridade absoluta, o que agora está sendo reavaliado diante da baixa adesão no mercado norte-americano.

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Filosa ainda evita divulgar detalhes da nova estratégia, mas garantiu que mais informações serão apresentadas ainda no primeiro semestre, durante um evento voltado ao mercado financeiro.

A ideia é não apenas salvar participação de mercado, mas também reconstruir a cultura interna da Stellantis, formada em 2021 com a fusão entre Fiat Chrysler e o grupo francês PSA.

O executivo destacou que a reorganização pode incluir a redução ou realocação de marcas pouco competitivas, como Fiat e Alfa Romeo, que têm desempenho fraco nos EUA há anos.

Especulações sobre uma possível venda de ativos ou cisão da companhia circulam em Wall Street desde 2023, mas Filosa negou qualquer plano nesse sentido.

“Queremos permanecer juntos. Estamos construindo uma cultura”, declarou, apontando três pilares para a nova fase: presença global com raízes regionais, foco no cliente e trabalho em equipe.

A Stellantis viu suas vendas globais caírem de 6,5 milhões de unidades em 2021 para 5,7 milhões em 2024, uma retração de 12,3% em apenas três anos.

Nos Estados Unidos, a queda foi ainda mais dramática: as vendas desabaram 27%, indo de 1,8 milhão para apenas 1,3 milhão de veículos no mesmo período.

Com isso, a montadora despencou do quarto para o sexto lugar em participação de mercado, caindo de 11,6% para apenas 8% — uma das maiores perdas entre os grandes grupos automotivos.

Filosa convocou mais de 200 executivos para uma reunião na próxima semana, onde serão discutidas as diretrizes finais para o plano 2026, além de mudanças na cultura corporativa.

Com pressão crescente de investidores e concorrência acirrada, o novo comando da Stellantis sabe que o tempo está contra eles.

A sobrevivência de marcas tradicionais — e talvez da própria estrutura do grupo — depende da execução impecável de um plano que ainda está sendo escrito.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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