
A maior montadora do mundo resolveu trocar o volante da empresa por uma calculadora.
A Toyota anunciou que Kenta Kon, atual diretor financeiro desde 2020, assumirá o cargo máximo da companhia a partir de 1º de abril.
Diferentemente dos antecessores Akio Toyoda e Koji Sato, Kon não tem histórico ligado ao desenvolvimento de produtos ou ao mundo automotivo.
Sua formação e trajetória são voltadas para o financeiro, com foco absoluto na lucratividade e na gestão de custos.
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Na empresa desde 1991, ele atuou por oito anos como secretário pessoal de Toyoda, o que lhe garantiu trânsito direto na cúpula e conhecimento profundo da cultura interna.
Durante sua gestão como CFO, a Toyota passou a explorar novas fontes de receita, como serviços por assinatura atrelados aos carros vendidos.
Com os lucros pressionados por tarifas comerciais e concorrência agressiva da China, o conselho viu em Kon o perfil ideal para comandar essa nova fase.
“Sou muito rigoroso com dinheiro e números”, disse Kon a jornalistas, em tom firme, durante o anúncio.
Enquanto isso, Koji Sato, que deixa o cargo de CEO pouco mais de dois anos após assumir, seguirá como vice-presidente da companhia.
Além disso, ele ocupará o recém-criado posto de Chief Industry Officer, com foco em alianças estratégicas e colaboração entre montadoras.
Sato também foi nomeado recentemente presidente da Associação dos Fabricantes de Automóveis do Japão, indicando que seu papel será mais institucional daqui para frente.
A Toyota justificou as mudanças citando a necessidade de acelerar parcerias industriais para reforçar a competitividade global da empresa.
O objetivo é ampliar colaborações que extrapolem o setor automotivo, buscando integração com áreas como tecnologia, energia e mobilidade urbana.
Os desafios são muitos: embora a Toyota tenha vendido 3% mais carros no último trimestre, o lucro operacional caiu 1,9% em relação ao ano anterior.
A empresa prevê um lucro operacional de US$ 23,3 bilhões até o fim do atual exercício fiscal, o que representará uma queda de 21% em relação ao ano anterior.
Com margens cada vez mais espremidas e rivais como BYD ganhando força, a Toyota aposta em um líder pragmático para garantir sua estabilidade.
O primeiro grande teste para Kon será manter a rentabilidade em um mercado global fragmentado, caro e instável.
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