
A compra de um carro usado pode se transformar em um verdadeiro pesadelo quando a relação entre consumidor e revenda sai dos trilhos.
Foi exatamente isso que aconteceu com um motorista norte-americano ao testar uma Chevrolet Silverado 1500 LT de ano 2015.
Durante o test-drive, ele acelerou com força e, de repente, o carro começou a soltar fumaça pelo capô e pelo escapamento. Pouco depois, o veículo entrou em modo de segurança e simplesmente parou de funcionar.
Dias depois, o susto virou indignação: a concessionária entrou em contato exigindo que ele pagasse cerca de 3 mil dólares — o equivalente a mais de 15 mil reais — pelo reparo do cabeçote do motor.
Veja também

A justificativa? Segundo o lojista, o estrago teria sido causado por mau uso durante o test-drive. Mas será que o consumidor realmente tem essa responsabilidade?
Nas redes sociais, especialmente em fóruns especializados como o Reddit, a opinião foi quase unânime: o cliente não deve pagar.
A maioria dos comentaristas argumentou que qualquer carro em condição de venda deveria suportar uma aceleração dentro dos padrões de fábrica.
Ainda mais tratando-se de uma caminhonete automática, que gerencia as trocas de marcha eletronicamente. Ou seja, acelerar não deveria, em hipótese alguma, causar a quebra de um cabeçote.

Diversos usuários compartilharam experiências semelhantes, em que carros apresentaram defeitos durante o test-drive e as revendas assumiram os prejuízos.
Um internauta lembrou de um caso em que destruiu a embreagem de um RX-7 ao acelerar demais, mas nunca foi cobrado por isso. Outro citou um Honda Civic Type R que teve o motor fundido após uma redução mal feita — e a Carmax arcou com todos os custos.
O detalhe mais chocante do caso é que o motorista nem sequer assinou qualquer termo de responsabilidade.
Segundo ele, a única coisa que a concessionária fez foi tirar uma cópia de sua carteira de habilitação antes de entregar as chaves. Sem documento assinado, a cobrança perde ainda mais força jurídica.

Especialistas em direito do consumidor recomendam ignorar cobranças informais e só se preocupar caso um processo seja realmente aberto — algo improvável, segundo os próprios comentários.
Para muitos, trata-se apenas de uma manobra desesperada de um lojista tentando empurrar um prejuízo que deveria ser dele.
No fim, o episódio serve de alerta: test-drive não é contrato de reparo. E se o carro quebra na sua mão, talvez ele nunca deveria ter sido colocado à venda.
[Fonte: Reddit]
📲 Receba as notícias do Notícias Automotivas em tempo real!Entre agora em nossos canais e não perca nenhuma novidade:
✅ Canal do WhatsApp📡 Canal do Telegram
📰 Siga nosso site no Google Notícias