
A tentativa da Audi de reorganizar seus modelos em torno de uma nova lógica de nomes acabou gerando mais confusão do que clareza.
Ao transformar o tradicional A4 no novo A5 a partir da linha 2025.5, a marca alemã apostou em uma nomenclatura que muitos consumidores não conseguiram entender.
A proposta era separar os carros elétricos com números pares e manter os modelos a combustão com números ímpares, mas essa lógica se desfez rapidamente.
O novo A5 passou a ser chamado de sedã, embora mantenha a carroceria liftback de cinco portas do antigo A5 Sportback, sem oferecer versões cupê ou conversível.
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Além disso, a Audi ainda manteve em linha os modelos anteriores A4 e A5, o que agravou ainda mais a confusão entre os clientes e concessionárias.

Com isso, o CEO da marca, Gernot Dollner, veio a público reconhecer o erro e afirmar que a empresa pretende retomar seu antigo padrão de nomenclatura.
Segundo ele, a letra A seguirá designando os modelos com piso plano — ou seja, os sedãs e familiares — e os números indicarão o tamanho ou segmento, enquanto os Q continuarão reservados aos SUVs.
Dollner deixou claro que o A5 atual poderá mudar de nome no seu facelift de meio ciclo, previsto para 2029, reabrindo espaço para o retorno do nome A4.
A possível volta do A4 dependerá também da chegada da versão elétrica A4 e-tron, que agora só deve ser lançada em 2027 ou mais tarde.
Essa indefinição deixa o A5 atual como um ponto fora da curva na estratégia da marca, destoando tanto em proposta quanto em nomenclatura.

No mercado, o A5 2025 tem motor 2.0 turbo de quatro cilindros, entregando 268 cv e 40,7 kgfm de torque, com câmbio automatizado de sete marchas e tração integral.
Com preço inicial de US$ 49.700 (cerca de R$ 263.400), ele se posiciona no segmento de sedãs médios de luxo, mas sua identidade ainda gera dúvidas entre os consumidores.
Enquanto isso, outros modelos da linha seguem em direções distintas: o A6 tradicional mantém o motor a combustão, enquanto o A6 e-tron adota plataforma elétrica e carroceria Sportback.
A coexistência entre essas versões é mais uma mostra das dificuldades da Audi em alinhar sua estratégia de eletrificação com uma comunicação clara.
No futuro, a linha A deverá ser reorganizada para evitar sobreposição de nomes e carrocerias, corrigindo a turbulência provocada pela mudança apressada em 2025.
Até lá, o A5 segue como um nome provisório e simbólico de uma transição que ainda carece de direção definida dentro da montadora.
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