“Consegue ser pior que o Brasil”: Cingapura transforma sonho do carro em luxo milionário e fatura bilhões com taxas

toyota camry 2025 eua (2)
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Para dirigir um carro em Cingapura hoje, o motorista precisa encarar valores dignos de superesportivo, mesmo quando o veículo é apenas um sedã médio do dia a dia.

O custo de uso disparou tanto que um Toyota Camry novo, um sedã comum, já passa de R$ 1 milhão, tornando-se mais caro que um Porsche 911 em mercados como Miami.

Isso acontece porque o país opera um sistema único no mundo, em que nenhum carro pode circular sem um Certificado de Autorização, válido por até dez anos.

Esse documento é disputado em leilões, com oferta limitada pelo governo, o que faz o preço explodir e transforma o direito de ter carro em ativo raro e caríssimo.

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Atualmente, o certificado mais básico para automóveis de passeio parte de algo em torno de S$ 106.320, equivalente aproximado a R$ 414.600 apenas para ter o direito de rodar.

Somado ao valor do carro em si, um Camry chega a cerca de S$ 266.888, algo perto de R$ 1.040.900, empurrando o modelo para uma faixa de luxo extremo.

colecoes de carro singapura
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Do lado do governo, essa política virou máquina de arrecadação: só os prêmios de cota de veículos renderam S$ 8,66 bilhões até março de 2026, algo em torno de R$ 33,8 bilhões.

O montante ficou cerca de 31% acima do que havia sido estimado um ano antes, mostrando como a valorização dos certificados superou de longe as previsões oficiais.

Quando se somam os impostos tradicionais sobre veículos, a conta chega a S$ 11,05 bilhões, aproximadamente R$ 43,1 bilhões, mais que todo o PIB anual de países como Fiji.

Segundo o Ministério das Finanças, essa não é uma exceção isolada: em quatro dos últimos seis anos, as receitas ligadas a carros superaram as projeções de orçamento.

O efeito colateral “positivo” para o caixa público ajuda a empurrar o país para o superávit fiscal, somando-se a outras fontes em alta, como o crescimento do imposto de renda corporativo.

Ao mesmo tempo, o modelo mantém sob controle o número de veículos em circulação, reduzindo congestionamentos e reforçando a aposta oficial em transporte público e mobilidade coletiva.

O governo já indica que essa fonte de recursos deve crescer ainda mais, com previsão de S$ 12,22 bilhões, algo perto de R$ 47,7 bilhões, até março de 2027.

A expansão esperada é atribuída, em parte, ao aumento da cota de certificados de autorização, o que tende a movimentar ainda mais os leilões e sustentar preços elevados.

Na prática, Cingapura mostra ao mundo uma estratégia radical: restringe o acesso ao carro, prioriza espaço urbano e, de quebra, transforma o volante em uma das receitas públicas mais lucrativas do país.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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