Corvette ZR1 destravado: ele já passa de 1.000 cavalos de fábrica, mas agora pode chegar a 1.350 pôneis

corvette zr1 hp tuners
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Na guerra de preparações extrema, o novo Chevrolet Corvette ZR1 C8 acaba de ganhar um capítulo importante com o desbloqueio oficial de sua central eletrônica.

A empresa HP Tuners finalmente conseguiu acesso ao ECM do ZR1 de 1.064 hp, abrindo espaço para que o V8 biturbo LT7 passe facilmente da casa dos 1.300 hp sem ajuda elétrica.

Trata-se de um esportivo 2026 de motor 5,5 litros V8 de comando duplo e virabrequim plano, tração traseira e câmbio de dupla embreagem de oito marchas, custando algo perto de R$ 1.058.000 nos Estados Unidos.

De fábrica, esse conjunto já entrega 1.064 hp, algo na faixa de 1.080 cv, e torque máximo de 828 lb-ft, cerca de 114,5 kgfm, tudo concentrado nas rodas traseiras.

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Segundo Matt Sanford, da HP Tuners, um acerto conservador permite elevar em torno de 15% a potência na faixa média de rotações e algo perto de 10% no topo.

Na prática, isso significa adicionar algo em torno de 106 hp, o equivalente a aproximadamente 107,5 cv extras, aproximando o ZR1 do ganho que a versão híbrida ZR1X consegue com seus motores elétricos.

Alimentando o LT7 com combustível de altíssima octanagem, o que Sanford chama de “combustível de corrida realmente bom”, o ganho pode chegar a 25% sobre a potência original.

Esse salto representa cerca de 266 hp adicionais, algo próximo de 270 cv, colocando o Corvette em torno de 1.330 hp, o que passa da casa dos 1.340 cv teóricos.

Nos testes em dinamômetro da própria HP Tuners, com mapa mais conservador, o ZR1 chegou a aproximadamente 1.180 hp nas rodas, perto de 1.196 cv, e 1.094 lb-ft, algo em torno de 151,3 kgfm.

Para comparação, medições independentes costumam registrar ZR1 original com algo na casa de 1.030 hp nas rodas, cerca de 1.044 cv, e em torno de 840 lb-ft, aproximadamente 116,1 kgfm.

Sanford, porém, faz questão de avisar que esse não é o tipo de carro para levar à oficina genérica da esquina em busca de números de manchete em dinamômetro.

Ele explica que a combinação de câmbio de dupla embreagem, injeção direta somada à injeção no duto e uma lógica de fluxo de ar complexa torna o acerto muito diferente de outros GM.

O grande gargalo, no entanto, está nos turbocompressores: o limite de projeto para a rotação dos eixos é de 137.000 rpm, com uso típico entre 130.000 e 133.000 rpm em pico.

Na visão dele, passar de 142.000 rpm já é entrar em zona vermelha, aceitável apenas em rajadas curtas, sob risco real de dano catastrófico aos turbos e ao conjunto.

O alerta é que preparadores acostumados a motores mais simples podem apenas liberar limitadores e escalar modelo de torque como sempre, criando tanto torque em baixa que detonam motor, embreagens e DCT.

Para quem busca números ainda mais absurdos, Sanford sugere investir em bicos de injeção com mais capacidade e, eventualmente, turbinas maiores, desde que o cliente esteja pronto para orçar também um novo câmbio.

A alternativa, claro, é simplesmente comprar o ZR1 de mais de 1.000 hp e aproveitar o exagero com garantia de fábrica, embora muitos entusiastas já estejam dispostos a arriscar tudo por alguns cavalos a mais.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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