
Quando uma fabricante de carros começa a disputar espaço com fornecedoras de energia, fica claro que ela quer crescer onde a concorrência ainda não engoliu suas margens.
A Tesla de Elon Musk recebeu autorização para fornecer eletricidade a residências e empresas em toda a Grã-Bretanha, ampliando a ambição do bilionário no setor energético.
O regulador Ofgem concedeu formalmente à Tesla uma licença de fornecimento de eletricidade, válida para Inglaterra, Escócia e País de Gales.
A expectativa é que a empresa replique o modelo do Texas, onde opera como Tesla Electric e promete ajudar a abastecer “sua casa, veículo elétrico e comunidade” com eletricidade sustentável barata.
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Só que a licença no Reino Unido traz uma limitação prática, porque a Tesla não pode oferecer contrato de energia dual fuel para residências.
Na prática, ela poderá fornecer eletricidade ao cliente, desde que esse consumidor tenha um acordo tarifário separado para o fornecimento de gás.
No Texas, a Tesla já opera uma “virtual power plant” que permite aos proprietários carregar seus carros de forma mais barata e, depois, receber por vender energia do Powerwall de volta à rede.
Na Grã-Bretanha, essa “virtual power plant” para donos de Powerwall já existe, mas é oferecida por meio da Octopus Energy, outra fornecedora residencial.
A Tesla não divulga quantos Powerwalls vendeu no mercado britânico, mas informa que já vendeu mais de 250.000 EVs no país.
Essa expansão para energia ocorre num momento em que as vendas da montadora encolheram no Reino Unido e em boa parte da Europa continental, com concorrência mais dura e controvérsias políticas.
Segundo os números mais recentes da Society of Motor Manufacturers and Traders, as vendas da Tesla no Reino Unido caíram 37% em fevereiro, de 3.852 para 2.422, ante o mesmo período do ano passado.
A entidade estima que a participação de mercado da Tesla no Reino Unido está em 1,34% no acumulado do ano, abaixo da rival chinesa BYD, com 2,64%, e da BMW, com 5,43%.
As vendas também foram afetadas por uma reação de compradores à aproximação de Musk com Trump e ao período em que ele trabalhou no governo do presidente.
Nesse período, Musk atuou no “department of government efficiency”, ou Doge, liderou cortes abrangentes de empregos e deixou o posto em maio após brigar com Trump sobre o projeto “big, beautiful” de impostos e gastos.
Em dezembro, a Tesla lançou na Europa uma versão mais barata do Model 3, apostando que a opção de menor preço poderia reanimar a demanda e alcançar um público mais amplo.
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