Criador do Nissan GT-R quer que próxima geração R36 tenha motor a combustão

nissan gt r50 italdesign
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O fim de uma era chegou para os fãs de carros japoneses: o último Nissan GT-R R35 foi oficialmente produzido em 26 de agosto de 2025.

Após 18 anos de história, cerca de 48 mil unidades fabricadas e um legado que redefiniu o conceito de esportivo acessível, a geração mais icônica do “Godzilla” se despede com uma versão T-Spec Premium na clássica pintura Midnight Purple, destinada a um cliente japonês.

A cerimônia de encerramento contou com a presença de ninguém menos que Hiroshi Tamura, conhecido como “Mr. GT-R” ou “O Padrinho do GT-R”.

Envolvido com o projeto desde o início, ainda nos conceitos de 2001, Tamura foi um dos principais responsáveis por transformar o R35 em um divisor de águas na linha GT-R.

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Ao longo de quase duas décadas, o R35 sobreviveu a tendências, mudanças tecnológicas e exigências ambientais.

nissan gtr final 4
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A base técnica do modelo nasceu com ousadia: motor V6 biturbo 3.8L (em vez do tradicional seis-em-linha dos GT-R anteriores), tração integral e câmbio automatizado de dupla embreagem com seis marchas — uma aposta arriscada para os padrões da época.

“Li um artigo técnico no início dos anos 2000 sobre câmbios de dupla embreagem e percebi que seria o caminho”, comentou Tamura. “Quando os superesportivos italianos começaram a adotá-los, percebi que estávamos no caminho certo.”

Ao todo, Tamura visitou o Nürburgring mais de 100 vezes durante o desenvolvimento do GT-R, somando cerca de 500 dias no lendário circuito alemão. Foi lá que o R35 conquistou respeito, cravou tempos impressionantes e se firmou como uma lenda do automobilismo moderno.

Agora, com o R35 saindo de cena, os olhos se voltam para o futuro — e para o possível R36. Embora não haja confirmação oficial sobre motorização ou data de lançamento, os rumores falam em versões híbridas ou até 100% elétricas.

nissan gtr final 1
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Mas Tamura deixou claro seu desejo pessoal: “Espero que os futuros GT-R ainda tenham ao menos um pouco do som do motor. Isso é parte da alma do carro.”

Durante a cerimônia, o CEO da Nissan reforçou que a despedida do GT-R R35 não é o fim da história. “Queremos que o nome GT-R volte em algum momento”, afirmou, mantendo viva a chama da expectativa entre os entusiastas.

O modelo finalizado teve um nome de projeto interno curioso: TM, que significava “Trend Maker” e “Traction Master”. Mas a versão de produção foi batizada de T-Spec, alinhando-se a versões históricas como a V-Spec e M-Spec, reforçando o elo com as gerações anteriores.

O GT-R R35 não foi apenas um carro — foi uma declaração de intenções.

Um esportivo japonês capaz de encarar Ferraris, Lamborghinis e Porsches, com tecnologia de ponta e uma atitude que conquistou fãs em todo o mundo.

Agora, resta torcer para que o R36 mantenha a essência pura e visceral que transformou o R35 em um ícone. Porque lendas não morrem — elas apenas evoluem.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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