
A corrida por carros mais limpos está ganhando força, mas um novo ranking global mostra que nenhuma grande montadora pode se apresentar como realmente “verde” ainda.
Um estudo da coalizão internacional Lead the Charge avaliou 18 fabricantes e colocou Tesla, Ford e Volvo nas três primeiras posições em esforços para limpar suas cadeias de suprimentos.
A análise considera impactos climáticos e ambientais, além de violações de direitos humanos associadas a mineração, produção de aço e alumínio e fornecimento de matérias-primas em geral.
Segundo a coalizão, que reúne organizações como Sierra Club, The Sunrise Project e Public Citizen, esta é a quarta edição anual do ranking focado em cadeia produtiva.
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Desde o início do levantamento, as montadoras praticamente dobraram a pontuação média em impactos socioambientais e também aumentaram o respeito formal aos direitos de povos indígenas.
Mesmo assim, nenhuma empresa conseguiu atingir 50% de pontuação no indicador de cadeia limpa, sendo que a melhor colocada, a Tesla, ficou em 49%.
O relatório destaca um grupo de cinco marcas que se distanciam do resto: Ford, Volvo, Tesla, Mercedes e Volkswagen seriam as mais avançadas em descarbonização e direitos humanos.
Essas empresas, segundo o estudo, teriam progredido em um ritmo duas vezes maior que o dos outros 13 grupos desde a primeira versão do ranking, em 2023.
Volvo e Mercedes aparecem como exemplos de investimento pesado na descarbonização do aço e do alumínio, materiais críticos na pegada de carbono dos veículos.
Já Mercedes, Volkswagen e Tesla se destacam por divulgar relatórios detalhados sobre origem e riscos associados às matérias-primas usadas em seus produtos.
Os EVs surgem no documento como o segmento com maior avanço em descarbonização, reciclagem, transparência de cadeia e práticas de fornecimento mais responsáveis.
Mesmo criticando a politização e a perda de subsídios em alguns mercados, a coalizão defende que EVs ainda são, em geral, a melhor opção ambiental para a maioria dos consumidores.
O relatório também chama atenção para a movimentação de chinesas como Geely e BYD, que teriam melhorado códigos de conduta e práticas na cadeia de materiais.
Na outra ponta, Toyota aparece perto do fim da lista, ao lado de estatais chinesas como GAC e SAIC, com desempenho considerado fraco em áreas-chave.
De acordo com o estudo, esses grupos teriam feito pouco ou nenhum progresso na descarbonização do aço e alumínio e na busca por minerais extraídos de forma responsável.
Embora a Toyota tenha anunciado novos planos para EVs nos últimos meses, o relatório aponta que ela ainda está longe do patamar de Tesla e Ford em clima e direitos humanos.
No caso específico da Tesla, a coalizão não leva em conta as operações de outras empresas de Elon Musk, como negócios em data centers movidos a turbinas a gás natural.
Também não entram na avaliação as posições políticas do executivo, inclusive o apoio a governos ou medidas contrárias a regulações ambientais, que seguem em outro campo de debate.
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