
Ao fechar janeiro na liderança de vendas no mercado brasileiro, a Fiat completou um ciclo de cinco anos na posição, iniciado no primeiro mês de 2021.
A marca italiana chega ao feito justamente quando se prepara para comemorar 50 anos de sua chegada ao Brasil, precisamente em 9 de julho de 1976, com a abertura da fábrica de Betim (MG) – uma das maiores do mundo – e o famigerado 147.
E o “quinquênio” de liderança da Fiat – comandado pela picape Strada, que atingiu o primeiro lugar de vendas no país exatamente ao lado da empresa – não mostra o menor sinal de arrefecimento, muito pelo contrário.
“Este ano é muito especial para a Fiat do Brasil. Iniciar mais um ano na liderança é importante e demonstra a força do nosso portfólio de produtos, alinhado às demandas dos brasileiros. Estamos animados e preparamos muitas novidades para 2026”, reforça Frederico Battaglia, presidente das marcas Fiat e Abarth para a América do Sul.
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Um resultado mais expressivo que o da Fiat foi conquistado apenas pela agora segunda colocada no ranking brasileiro de vendas: a Volkswagen.
A marca alemã reinou absoluta por 27 anos seguidos, de 1987 a 2014, puxada pelo fenômeno Gol, que ocupou a ponta do ranking nesse período.
Aquela hegemonia se iniciou na segunda metade da década de 80 e se estendeu até 2014, quando o Fiat Palio assumiu a liderança após mudanças nas exigências de segurança.
Lançado em 1980 para substituir o Fusca, o Gol se consolidou com sua trajetória no mercado nacional, alcançando a liderança de vendas e fortalecendo a marca.

Nos cinco anos de protagonismo da Fiat, ela partiu de 431.035 unidades vendidas em 2021, de 430.202 em 2022, de 475.517 em 2023, de 521.282 em 2024 e de 533.710 no ano passado, sempre com mais de 20% de participação de mercado, com a Strada completando 2025 com 142.891 emplacamentos.
Antes, a General Motors ficou em primeiro em 2020, quando tinha o automóvel mais vendido, o hatch Onix, com 135.351 unidades comercializadas naquele ano.
A marca norte-americana teve 338.549 emplacamentos em 2020, com 17,3% de “market share”, à frente da Volkswagen (327.683 e 16,8%) e da Fiat (321.836 e 16,5%).
Agora, a Fiat segue trilhando sua trajetória de sucesso.

Em janeiro, foram mais de 34 mil unidades vendidas e 21% de participação, representando um avanço de 1,1% sobre dezembro de 2025, enquanto a Strada começa o sexto ano seguido como o automóvel mais emplacado do país, superando 10.500 unidades em janeiro.
Já o Fiat Argo permaneceu entre os mais vendidos, ocupando a quarta colocação no mês, com mais de 5.100 unidades.
A Fiat é destaque em diferentes segmentos do mercado.
A marca lidera entre as picapes, com 46,5% do segmento, tendo a Strada na primeira colocação entre as compactas e a Toro nas intermediárias.

E estreou em 2023 na concorrida categoria das picapes médias com a Titano. O Fiorino segue comandando entre os furgões compactos e o Scudo nos veículos estritamente comerciais.
Entre os hatches, a Fiat faz bonito com o Argo e o subcompacto Mobi e é dona do mercado na Argentina com o sedã compacto Cronos, onde é produzido.
O cenário de comando da Fiat nas vendas no Brasil foi marcado pela renovação de seu portfólio em 2021, com forte presença de picapes e o ingresso no universo dos SUVs, com a chegada do Pulse e, pouco depois, do Fastback.

Os principais modelos disponíveis naquele ano se iniciavam pela “virada de chave” da Strada, que estreou no modelo 2021 cortando o “cordão umbilical” com o Palio e assumindo identidade própria.
Portanto, os anos de liderança da picape compacta coincidem com sua segunda geração. Apresentada em 2016 e produzida no Polo Automotivo de Goiana (PE), a Toro foi renovada em 2021.
O modelo não inventou o segmento de picapes intermediárias – posto que pertence à Renault Oroch –, mas foi quem melhor o interpretou, tomando para si o primeiro lugar de vendas desde o início de sua trajetória.

Resumidamente, 2021 foi um ano de transição em que a Fiat focou em SUVs (Pulse), atualizou sua picape intermediária (Toro) e atingiu a primeira colocação na geral de carros com a Strada.
A Fiat consolidou naquele ano a liderança no mercado brasileiro com uma gama renovada, alicerçada em picapes e hatches, além de preparar a entrada no segmento de SUVs.
A linha foi marcada pela nova geração da Strada, pelas reestilizações no Argo e no Mobi e pelo fim de modelos mais antigos, com dois mais evidentes: o Uno e o Grand Siena.

A Fiat costuma fazer com competência a transição de seus modelos para abrir espaço para outros.
Surgido no Brasil em 1984, sempre com inspiração no italiano Panda, o Uno saiu de linha definitivamente no final de 2021.
Após 37 anos de produção e mais de quatro milhões de unidades comercializadas, o Uno encerrou sua trajetória com a série especial de despedida Ciao – que no idioma italiano pode significar tanto uma saudação de boas-vindas quanto de despedida –, limitada a 250 unidades.

No Brasil, o modelo foi retirado de linha para dar mais espaço ao Mobi.
Produzido de 1997 a 2018 e derivado do Palio, o Siena também marcou época no Brasil, preferido especialmente por taxistas, pelo bom espaço interno e no porta-malas, e pela versão Tetrafuel, que podia ser abastecida com GNV, saindo pronto de fábrica.
Para substituí-lo, a Fiat veio com o Grand Siena, reprisando o sucesso de seu antecessor.

O modelo foi fabricado de 2012 a 2021, coexistindo com o Siena, mas com identidade e tamanho próprios.
O Grand Siena – como modelo 2022 – foi retirado de linha no final de 2021 em nome do Cronos, derivado do Argo e surgido três anos antes, com um projeto muito mais moderno.
O presente no topo, o futuro em movimento
A Fiat está programando um grande plano para comemorar seu cinquentenário de atuação no mercado brasileiro, completado em 9 de julho, com a marca italiana pertencente à Stellantis focando a data na renovação de seu portfólio, na eletrificação e em grandes investimentos.
Os principais preparativos e ações incluem lançamentos históricos e novos modelos, com anúncio de cinco novidades inéditas até 2030.
A Fiat pretende não deixar passar a oportunidade para celebrar seus 50 anos de Brasil e apagar de vez seus primeiros anos por aqui, quando era taxada quase como um “patinho feio” em meio às gigantes pré-estabelecidas no país há muito tempo: Volkswagen, Chevrolet e Ford.
Está previsto para este ano um novo carro a ser produzido em Betim, chamado internamente de “Novo Argo/Projeto F1H”, com base no Grande Panda europeu.
O modelo deve ser um hatch mais moderno para substituir o Argo atual, acrescentando versões com a tecnologia Bio-Hybrid, já utilizada no Pulse e no Fastback e nos Peugeot 208 e 2008.
A marca italiana integra o plano da Stellantis de investir R$ 30 bilhões no Brasil e na América do Sul de 2025 a 2030, projetando 40 novos produtos e tecnologias híbridas/elétricas.
Nas celebrações dos 50 anos, a fábrica de Betim – berço da Fiat no Brasil – será o centro das comemorações, com o lançamento de carros eletrificados inéditos.
A Fiat está fortalecendo também a estratégia de tecnologia híbrida leve da Stellantis (a Bio-Hybrid) para se manter na liderança, com o objetivo de lançar um novo modelo por ano até o final da década.
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