Do hype à fadiga: por que a Polestar decidiu abandonar o minimalismo extremo e ressuscitar botões no momento em que a tela começa a cansar

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Numa fase em que muitos carros elétricos parecem mais tablets gigantes sobre rodas do que automóveis, algumas marcas começam a rever o radicalismo digital que ajudaram a criar.

A Polestar, que seguiu de perto o minimalismo da Tesla em modelos como 4 e 5, é uma das primeiras a admitir que talvez tenha ido longe demais nesse caminho.

A própria montadora confirmou que vai reintroduzir mais comandos físicos no interior de seus carros, um recuo que conversa diretamente com motoristas cansados de navegar em telas para ajustar funções básicas.

Hoje, no Polestar 4, os controles físicos se limitam ao volante, ajustes de bancos, alavancas tradicionais, além de um botão de Play/Pause e um dial de volume na região central.

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Quase todo o resto – climatização, modos de condução, assistências, configurações de carro e entretenimento – fica concentrado na tela principal do sistema multimídia.

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A marca nunca chegou ao extremo de eliminar absolutamente todos os botões, mas o resultado prático é uma cabine tão limpa que muitos a descrevem como quase austera.

Em conversa com o site InsideEVs durante a prévia de futuros modelos, o chefe de design da Polestar, Philipp Römers, confirmou que mais botões estão a caminho, sem detalhar ainda quais funções ganharão atalhos dedicados.

A movimentação vem justamente no momento em que cresce o “cansaço das telas”, com críticas de usuários e órgãos de segurança à dependência total de comandos táteis para funções simples.

Römers também revelou que a Polestar quer ampliar a paleta de cores internas, admitindo que seu público é, em média, cerca de dez anos mais jovem que o de Audi, Mercedes e BMW.

polestar 5 (2)
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Essa clientela, segundo o designer, pede mais possibilidade de personalização e ambientes menos “clínicos”, algo que passa por combinações de materiais, tonalidades e acabamentos mais ousados.

O sistema de infotainment baseado em Android Automotive também será refinado, com promessa de navegação mais intuitiva e mais opções de personalização de layout, perfis e funções favoritas.

Apesar do discurso, essas mudanças mais profundas não aparecem de imediato, e alguns lançamentos próximos ainda vão carregar o interior minimalista atual quase sem alterações.

A versão tipo perua do Polestar 4, com direito a janela traseira tradicional, deve manter praticamente o mesmo desenho interno do modelo já à venda.

O grand tourer Polestar 5 seguirá linha semelhante, preservando a cabine limpa e centrada na tela, mesmo com as novas diretrizes de design em gestação.

O primeiro grande laboratório da nova filosofia deve ser a segunda geração do Polestar 2, já antecipada em teasers e prevista para estrear no ano que vem.

Depois dele, o aguardado Polestar 7, programado para 2027 e posicionado acima do SUV Polestar 3, deve estrear uma interpretação mais madura desse equilíbrio entre tela e botão.

No fundo, a Polestar tenta provar que dá para continuar oferecendo uma experiência digital sofisticada sem sacrificar ergonomia, acesso rápido às funções e um pouco de calor humano na cabine dos seus EVs.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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