Dono de Bugatti de R$ 33 milhões descobre que modelo usa o mesmo airbag de um simples Audi A3 de R$ 150 mil

bugatti chiron destruido (2)
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Com produção limitada a apenas 60 unidades, o Bugatti Chiron Pur Sport é um dos hipercarros mais raros e cobiçados do mundo, custando cerca de R$ 19 milhões quando novo — isso sem contar opcionais.

Hoje, com valorização no mercado de usados, alguns exemplares ultrapassam os R$ 33 milhões.

Mas mesmo com cifras tão astronômicas, nem tudo no Pur Sport é exclusivo.

No ano passado, um dos poucos exemplares do modelo nos Estados Unidos sofreu um acidente grave na dianteira.

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O proprietário, o influenciador Alex Gonzalez, recebeu o valor do seguro e depois recomprou o carro em um leilão da Copart por cerca de R$ 10 milhões.

bugatti chiron destruido (1)
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Agora, com a ajuda do youtuber Mat Armstrong, ele tenta restaurar o carro por conta própria, em uma empreitada que deve virar série no YouTube.

Inicialmente, a Bugatti apresentou um orçamento oficial de reparo em sua sede, na França: cerca de R$ 9 milhões.

Com negociação, o valor caiu para algo entre R$ 3,1 milhões e R$ 3,6 milhões, ainda assim exigindo envio do veículo para Molsheim.

Gonzalez, no entanto, recusou o traslado e decidiu manter o projeto nos Estados Unidos, mais precisamente em Miami.

Logo nos primeiros episódios, Armstrong iniciou o desmonte da frente do carro, descobrindo o quão restrita é a política da Bugatti.

A marca não vende peças de reposição se o veículo não estiver em sua instalação oficial.

bugatti chiron destruido (3)
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Só o conjunto óptico dianteiro, por exemplo, custa o equivalente a R$ 750 mil, o que levou a dupla a tentar restaurar as peças danificadas por métodos alternativos.

Mas a descoberta mais curiosa veio ao analisar os airbags do carro.

Ao cruzar os códigos das peças, Armstrong percebeu que os airbags de joelho e do passageiro são exatamente os mesmos utilizados no Audi A3 .

Esses itens, disponíveis no mercado por cerca de R$ 250 cada, compartilham até o número de série com os da Bugatti.

O airbag do volante, por sua vez, é o mesmo usado no Aston Martin DB11.

Embora pareça surpreendente, o compartilhamento de peças entre marcas é comum dentro de grandes conglomerados.

No caso da Bugatti, que ainda faz parte do Grupo Volkswagen, dividir componentes com outras marcas do grupo é prática recorrente.

Ainda assim, para quem gastou o equivalente ao valor de uma ilha particular, descobrir que seu hipercarro compartilha elementos de segurança com um hatch médio pode causar certo desconforto.

A restauração do Pur Sport segue em andamento, mas já serve como um raio-X do que há por trás do luxo extremo.

Por trás da carroceria feita sob medida e da engenharia de elite, há também peças com DNA bem mais comum do que se imagina.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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