
Nos últimos anos, o mercado automotivo tem mostrado um contraste cada vez mais claro: poucos carros se valorizam, enquanto a maioria acaba sendo um passivo financeiro inevitável.
No entanto, um dono de Corvette decidiu tentar inverter essa lógica — e os resultados foram, no mínimo, questionáveis.
Morador de Vancouver, no Canadá, ele relatou em um fórum no Reddit que alugou seu Corvette C8, de motor central, por cerca de três anos na plataforma Turo — uma espécie de Airbnb de carros.
Com a diária girando em torno de R$ 1.610 (US$ 300), por ser o único exemplar disponível na região, ele conseguiu faturar aproximadamente R$ 171.840 (US$ 32.000) nesse período.
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A maioria das locações era de curta duração, geralmente para casamentos ou sessões de fotos, o que ajudou a manter a quilometragem controlada. Ao todo, o carro foi alugado por cerca de 120 dias ao longo dos três anos de uso.
Apesar da boa renda bruta, o dono admite que a experiência teve altos e baixos.
Em um dos aluguéis, o cliente retirou o teto removível e deixou a peça no chão, danificando o envelopamento.
Em outro, um motorista acelerou até 240 km/h em uma rodovia — sem saber que o carro tinha rastreamento por GPS. Esse último acabou banido da plataforma.
O que pesa mesmo, porém, é a conta final.

O Corvette foi comprado por R$ 569 mil (US$ 106.000) e vendido por R$ 408 mil (US$ 76.000), gerando uma desvalorização de R$ 161 mil no período.
Ou seja, após subtrair esse valor dos R$ 171 mil arrecadados, o lucro líquido foi de apenas R$ 10 mil — isso sem considerar gastos com seguro, manutenção, combustível e impostos.
Na prática, ele trabalhou como “locador de luxo” por três anos e lucrou um valor equivalente a pouco mais de R$ 270 por mês.
Alguns usuários comentaram que o esforço não compensou, especialmente considerando o desgaste, a burocracia e o tempo gasto com agendamentos, imprevistos e a ausência do carro por um terço do período de posse.
“Então você tá dizendo que depois de anos de trabalho, estresse e complicações fiscais, você ficou com R$ 10 mil? É isso mesmo?”, questionou um internauta.
Outros apontaram que o saldo final nem foi tão ruim: ele teve acesso a um superesportivo por três anos, limitou as perdas financeiras e ainda dirigiu o carro nos outros 980 dias. Para quem vê o carro como despesa inevitável, essa estratégia pode até parecer vantajosa.
Mas a dúvida fica no ar: será que vale mesmo a pena alugar um carro de alto desempenho para terceiros e correr todos esses riscos em troca de um retorno tão apertado?
Num mundo onde a ideia de renda passiva com bens de luxo ganha força nas redes sociais, esse caso real mostra que, na prática, o custo pode ser bem maior do que o lucro.
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