
Não é novidade que concessionárias lucram mais nas oficinas do que vendendo carros, mas alguns casos ultrapassam o limite do aceitável — e geram indignação.
Um dono de Honda HR-V (que é o ZR-V do Brasil) nos Estados Unidos revelou que sua concessionária cobrou US$ 130 (cerca de R$ 715 com o dólar a R$ 5,50) para trocar o filtro de cabine quase toda vez que ele fez uma troca de óleo.
A história ganhou força após o relato viralizar no Reddit, em um post no fórum r/Honda, onde o proprietário detalhou as cobranças feitas desde que seu SUV passou dos 30.000 milhas (aproximadamente 48.000 km).
Segundo as notas fiscais, o mesmo filtro foi trocado quatro vezes entre 30.000 e 51.809 milhas — ou seja, a cada 5.500 km, em média.
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O problema não está apenas na frequência da troca, mas principalmente no valor cobrado pelo serviço.

O filtro de cabine em questão, peça original Honda de número 80291-TF3-E01, pode ser encontrado por apenas US$ 11,77 (R$ 65) no eBay, com frete incluso.
Versões paralelas e equivalentes custam ainda menos: há modelos por menos de R$ 55 no Amazon. Até mesmo a versão premium com quatro camadas e carvão ativado sai por cerca de R$ 250.
Além de barato, esse filtro é amplamente utilizado em diversos modelos da Honda e Acura, incluindo Civic, Accord, CR-V, Odyssey, Integra, RDX e MDX.
Ou seja, trata-se de uma peça comum, fácil de encontrar e com aplicação padronizada.
Outro ponto crucial é a facilidade da troca.

No HR-V, basta abaixar o porta-luvas para acessar o compartimento do filtro, algo que pode ser feito em menos de dois minutos, sem ferramentas.
Não há necessidade de desmontar painéis nem pagar por “mão de obra especializada”.
O exagero no valor cobrado se repete em outros casos.
Um editor de um site automotivo relatou que seu concessionário Honda cobrou US$ 189 (mais de R$ 1.000) para trocar os filtros do motor e do ar-condicionado.
Ele resolveu comprar os dois por cerca de US$ 30 (R$ 165) e pediu para sua filha de 9 anos realizar a substituição com supervisão — e ela conseguiu.
A experiência serviu como alerta para muitos motoristas que confiam cegamente nos serviços oferecidos pelas concessionárias.
Manuais da própria Honda indicam intervalos de troca entre 12.000 e 24.000 milhas, dependendo do uso e das condições de poeira.
Nada justifica, portanto, a substituição do filtro a cada 10.000 milhas, e muito menos a cobrança de valores tão inflacionados.
Essa prática evidencia como algumas oficinas aproveitam a confiança dos clientes e a falta de conhecimento técnico para aplicar cobranças desproporcionais.
A recomendação de especialistas é clara: sempre verificar o manual do proprietário, pedir os filtros antigos de volta e considerar a troca em casa — ou com um mecânico de confiança.
Afinal, quando até uma criança consegue fazer o serviço, não há desculpa para cobrar como se fosse cirurgia de alta complexidade.
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