
Mesmo com engenharia refinada, desempenho absurdo e acabamento premium, o Lucid Air Grand Touring não escapou de uma realidade cada vez mais cruel no mercado de elétricos de luxo: a desvalorização acelerada.
Um exemplar 2025 na cor Fathom Blue Metallic, equipado com diversos opcionais, foi vendido recentemente nos Estados Unidos por apenas US$ 75.500 — cerca de R$ 400 mil — após rodar apenas 10.500 km.
O detalhe mais chocante é que esse mesmo carro foi comprado zero quilômetro por US$ 124.950, o equivalente a R$ 660 mil, já com frete incluso.
Em menos de um ano, o proprietário perdeu US$ 49.450, um tombo de mais de R$ 260 mil antes mesmo de considerar impostos e taxas de documentação.
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A unidade contava com o pacote de couro estendido Tahoe (US$ 5.500), o sistema de assistência DreamDrive Pro (US$ 2.500) e bancos dianteiros com ventilação e massagem (US$ 3.750), além de outros itens de conforto e tecnologia.
Apesar de estar praticamente novo, o carro foi leiloado por valor bem inferior ao que se esperava para um modelo dessa categoria.
Não se trata de um caso isolado. Modelos 2022 do Air Grand Touring já estão sendo negociados por menos de US$ 60 mil no mercado de usados.
Para quem comprou agora, a notícia é melhor: o pior da desvalorização provavelmente já passou.

Ainda assim, o episódio serve como alerta para quem acredita que EVs de luxo são investimento seguro ou com baixa depreciação.
Com dois motores elétricos somando 819 cv, o Air Grand Touring acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 3 segundos e oferece autonomia de até 824 km, uma das maiores do mercado.
Mesmo com esse conjunto impressionante, o valor de revenda mostra que a tecnologia de ponta e o desempenho extremo não são suficientes para sustentar o preço no mercado de segunda mão.
Para o novo dono, no entanto, a compra pode ser considerada um excelente negócio: levou um dos sedãs elétricos mais avançados do mundo pagando quase R$ 260 mil a menos que o primeiro proprietário.

Esse caso expõe uma realidade incômoda para montadoras e consumidores: o futuro pode ser elétrico, mas o custo da inovação ainda pesa — especialmente quando se trata de luxo sobre rodas.
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