
Donos do Nissan Rogue estão entrando na Justiça para denunciar um suposto defeito grave: janelas traseiras que explodem repentinamente, sem nenhum impacto aparente.
A montadora é acusada de ignorar o problema e se recusar a cobrir os prejuízos, deixando consumidores sem assistência e obrigados a arcar com os custos por conta própria.
O caso virou alvo de uma ação coletiva movida no Tribunal Distrital do Tennessee, envolvendo unidades do Rogue fabricadas entre 2021 e 2025.
Segundo o processo, o defeito afeta especificamente o vidro traseiro, que pode estourar de forma espontânea e colocar em risco os ocupantes do veículo.
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Uma das autoras da ação, Nicole Delucia-Roitman, relata que seu Rogue 2025 teve o vidro traseiro completamente destruído com apenas 9.400 km rodados.
O incidente ocorreu sete meses após o início do contrato de leasing, sem qualquer colisão ou justificativa visível.

Segundo o processo, a motorista ouviu um forte estalo, parou o carro e percebeu que o vidro havia se despedaçado, permanecendo por alguns instantes encaixado no vão traseiro antes de desabar sobre o porta-malas.
Apesar do susto e dos danos, a Nissan teria se recusado a cobrir o conserto, alegando que o problema não era coberto pela garantia.
A seguradora dela assumiu parte do custo, mas, com as peças de reposição em falta, o carro continua inutilizável.
Outro caso citado no processo é o de Darren Chang, que passou por situação idêntica com seu Rogue 2023, oito meses após assinar o leasing.
Ele também teve o vidro traseiro estilhaçado de forma inexplicável, arcando com parte dos custos mesmo com o seguro.
Chang ainda precisou gastar cerca de R$ 1.400 adicionais (US$ 260) para substituir o limpador traseiro danificado pelos estilhaços — valor considerado desproporcional.
O processo levanta a hipótese de que o Rogue esteja equipado com vidro traseiro de baixa qualidade, possivelmente feito de soda-lime, um tipo de vidro mais fino e suscetível a falhas de fabricação.
Os advogados alegam que a Nissan já sabia do problema e optou por ocultar o defeito, inclusive mantendo a mesma especificação de vidro nas peças de reposição.
Entre as exigências da ação coletiva estão o recall imediato dos modelos afetados ou a criação de um programa gratuito de substituição dos vidros traseiros.
Caso contrário, os consumidores pedem que a Nissan compre os veículos de volta ou que passe a cobrir os danos em garantia.
Essa não é a primeira vez que um SUV enfrenta acusações semelhantes: a Acura também foi alvo de um processo em 2023, com donos do RDX alegando que os vidros traseiros explodiam sem motivo.
Enquanto isso, os proprietários do Rogue seguem lidando com insegurança, prejuízo e uma resposta considerada insatisfatória da montadora.
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