
O cenário de glamour em Detroit, onde a Red Bull revelou sua pintura para a temporada 2026 da Fórmula 1, foi parcialmente ofuscado por uma alfinetada pública vinda do CEO da futura equipe Cadillac F1.
Dan Towriss afirmou que o envolvimento da Ford com a Red Bull se resumiria a um “acordo de marketing com impacto mínimo”.
A declaração, feita ao The Athletic, provocou desconforto evidente durante uma coletiva que contava com os principais executivos da Ford e da Red Bull.
Questionado diretamente sobre a crítica, o CEO da Ford, Jim Farley, foi taxativo: “É risível. Não vale nem o comentário. Não merece resposta.”
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A fala gelou o ambiente, mas logo o chefe da equipe Red Bull, Laurent Mekies, tomou a palavra para reforçar o peso da parceria com a montadora americana.

Segundo ele, o envolvimento da Ford vai muito além de colocar o logotipo no carro: “Estamos trabalhando com quem tem capacidade real de produzir peças cruciais com a qualidade que buscamos.”
Mekies destacou a velocidade no desenvolvimento como fator determinante: “Com a Ford, conseguimos acelerar muito esse processo.”
Ele ainda ressaltou que o sucesso na F1 exige as melhores mentes da engenharia global, e que a Red Bull agora está conectada a uma estrutura com mais de 200 mil profissionais altamente qualificados.
Ao longo do dia, lideranças da Ford Racing reforçaram que o acordo inclui troca de conhecimento, engenharia compartilhada e envolvimento direto no desenvolvimento do novo motor.
Farley fez questão de voltar ao tema diversas vezes durante a conversa, enfatizando o compromisso da Ford com a categoria.
“Firmamos um acordo de quatro anos. Isso aqui não é nossa primeira experiência na Fórmula 1.”
Ele citou a tradição da marca na categoria e deixou claro que a aliança com a Red Bull é fruto de uma escolha estratégica, não uma jogada de marketing.
Enquanto a Ford participa desde já do desenvolvimento da unidade de potência para 2026, a General Motors — por meio da Cadillac — ainda está a três anos de ter seu próprio motor.
Até lá, correrá com propulsores fornecidos pela Ferrari, em uma fase transitória até se tornar equipe de fábrica completa, com estreia do conjunto GM prevista apenas para 2029.
Esse cronograma, inclusive, reforça a diferença estrutural entre os projetos, ainda que Towriss tenha razão ao afirmar que a GM tem participação acionária direta na equipe.
Mas a alegação de que o envolvimento da Ford é superficial foi desmentida com veemência pelos executivos de Detroit.
Ao encerrar a conversa, Farley reforçou o valor da parceria com a Red Bull e mandou um último recado, olhando fixamente para o repórter: “Palavras são baratas.”
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