
A Eaton Corporation está considerando uma mudança radical em sua estratégia de negócios ao avaliar a possível venda ou cisão de sua divisão automotiva, segundo fontes próximas ao assunto.
A decisão reflete o novo direcionamento da empresa sob comando do CEO Paulo Ruiz, que assumiu o cargo em junho e já demonstrou preferência por áreas de alto crescimento.
Com apoio de consultores especializados, a companhia está explorando alternativas para a unidade de veículos, que inclui sistemas de transmissão e controle para a indústria automotiva.
Embora ainda não haja definição final, reportagem da Bloomberg estima que a divisão possa atingir um valor de mercado de até US$ 5 bilhões, caso a venda seja confirmada.
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A unidade automotiva tem apresentado desempenho inferior aos demais segmentos da empresa, com queda de 8% na receita do terceiro trimestre de 2025, somando US$ 639 milhões.
Enquanto isso, os demais braços da Eaton — elétrico nas Américas, elétrico global e aeroespacial — registraram crescimento de dois dígitos no mesmo período.
Esse contraste tem alimentado a percepção interna de que a divisão automotiva não acompanha mais o ritmo de transformação e inovação das outras áreas.
O movimento ganha força após a aquisição da Boyd Thermal, empresa especializada em refrigeração líquida para data centers, por US$ 9,5 bilhões.
A compra foi vista como um passo estratégico para capturar a demanda crescente gerada pela explosão de centros de dados voltados à inteligência artificial.
Nos últimos 12 meses, as ações da Eaton recuaram 5,8%, mesmo com a valorização dos setores mais promissores dentro da empresa.
Com valor de mercado em torno de US$ 131 bilhões, a companhia tem se reposicionado como referência no fornecimento de soluções elétricas e térmicas para setores de alta tecnologia.
A possível saída do ramo automotivo marcaria um distanciamento definitivo de um segmento tradicional, mas cada vez menos central para os objetivos da empresa.
A Eaton, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre os rumores, mas fontes indicam que a análise estratégica segue em andamento.
Se confirmada, a medida pode atrair interesse de grupos industriais ou investidores focados no setor automotivo, ainda que os desafios do segmento exijam cautela.
Para Paulo Ruiz, a reorganização seria mais um passo rumo a uma Eaton mais ágil, focada em inovação e posicionada para liderar nos setores que estão moldando o futuro.
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