
A indústria automobilística encarou, alguns anos atrás, uma escolha desconfortável: ignorar híbridos e híbridos plug-in para apostar tudo em EVs, ou bancar várias tecnologias ao mesmo tempo.
Muitas empresas foram para o caminho elétrico e pagaram caro quando a adoção veio mais lenta do que o previsto, justamente quando incentivos e políticas começaram a esfriar.
A situação aponta que os Estados Unidos eliminaram o crédito federal e que governos recuaram de agendas verdes ambiciosas, empurrando montadoras a cancelar EVs e abandonar planos de “só elétricos”.
Com isso, companhias que perderam dinheiro agora tentam correr atrás de rivais que mantiveram uma estratégia mais equilibrada, só que a transição ficou mais cara e mais urgente.
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A situação piora num cenário em que o preço médio nacional da gasolina passa de US$ 4 (R$ 20) e chega perto de US$ 6 (R$ 30) em alguns estados, elevando a pressão por eficiência.
Nesse contexto, a General Motors vira exemplo do problema: o único híbrido da marca nos Estados Unidos é o Corvette E-Ray de US$ 108.600 (R$ 562.500), fora da realidade de quem busca um utilitário acessível.
Quem olha um crossover compacto pode considerar o Chevrolet Equinox, que faz até 11,1 km/l na cidade, 12,3 km/l na estrada e 11,5 km/l no ciclo combinado.
Só que o Toyota RAV4 entrega 20,0 km/l na cidade, 17,0 km/l na estrada e 18,3 km/l no combinado, criando um abismo que fica brutal quando o combustível dispara.
Hyundai e Kia também colocam concorrentes híbridos na mesa, com o Tucson chegando a 16,2 km/l e o Sportage marcando até 17,4 km/l na cidade, 18,7 km/l na estrada e 17,9 km/l no combinado.
O detalhe que pesa é que esses três rivais oferecem versões híbridas plug-in, enquanto a GM não oferece uma única opção PHEV nos Estados Unidos.
A Ford também aparece como arrependida da aposta em EVs, com uma linha híbrida limitada ao Maverick e ao F-150 depois de encerrar o Escape, que tinha híbrido e PHEV.
O Explorer Hybrid, por sua vez, ficou restrito a uso governamental e ao Papa, um recorte que evidencia como a oferta ao consumidor comum é estreita.
Com a guerra no Irã tendo pouco mais de um mês, o texto diz que as vendas de híbridos estão explodindo, com a Kia relatando alta de 73% e recorde trimestral.
A Hyundai também registrou seu melhor março para híbridos, citando salto de 141% no Elantra Hybrid, aumento de 107% no Sonata Hybrid e crescimento de 47% no Santa Fe Hybrid.
A Toyota, apesar de queda de 6,9% no primeiro trimestre, pode se beneficiar do combustível caro por oferecer 17 híbridos, incluindo Camry, Corolla, Crown, Corolla Cross, Prius, RAV4, 4Runner, Tacoma e Tundra.
Dois deles, Prius e RAV4, também têm versão PHEV, o que amplia a vantagem num momento em que GM, Ford e Stellantis parecem ter menos munição.
A Stellantis, segundo o texto, matou seus PHEVs e hoje só oferece o novo Cherokee Hybrid nos Estados Unidos, embora variantes com extensor de autonomia do Ram 1500 e do Grand Wagoneer estejam a caminho.
No fim, a mensagem é direta: EVs ajudam em épocas de gasolina cara, mas o consumidor tem deixado claro que, por enquanto, a maioria quer híbridos, não EVs puros.
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