
O Salão de Detroit começou com polêmica: os vencedores do prêmio de Carro, Caminhonete e Utilitário do Ano na América do Norte de 2026 foram anunciados, e pelo menos um deles é apenas uma versão especial.
O grande destaque foi o novo Dodge Charger, escolhido como Carro do Ano ao superar o Nissan Sentra e o polêmico Honda Prelude, criticado pelo preço elevado.
O retorno do Charger com motor a combustão agradou jurados e fãs, com destaque para o propulsor Hurricane de seis cilindros em linha e dois turbos.
Na versão R/T, o sedã entrega 426 cv e 63,5 kgfm de torque, enquanto o Scat Pack impressiona com 558 cv e 72,6 kgfm.
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Além disso, há a opção elétrica: o Charger Daytona Scat Pack, que chega em 2027 por US$ 72.495 (cerca de R$ 391 mil), com tração integral e 639 cv.
Com o modo PowerShot ativado, a potência sobe para 679 cv durante dez segundos — embora a autonomia de 430 km ainda decepcione.
Na categoria de utilitário, o vencedor foi o Hyundai Palisade, que bateu o inédito Lucid Gravity e o veterano Nissan Leaf.
O SUV de três fileiras passou por uma reformulação e agora conta com uma versão híbrida que entrega 334 cv e 45,9 kgfm, aliando desempenho e eficiência.

Segundo dados da montadora, o modelo pode fazer até 14 km/l na cidade, 14,8 km/l na estrada e 14,4 km/l na média combinada.
Entre as novidades, o Palisade ganhou uma versão XRT Pro, com visual mais robusto e vocação para trilhas leves.
A escolha mais surpreendente ficou por conta da caminhonete do ano: o Ford Maverick Lobo, uma nova versão esportiva da picape compacta.
Com preço inicial de US$ 35.930 (cerca de R$ 194 mil), o Lobo aposta em visual agressivo, suspensão rebaixada, freios maiores e diferencial traseiro com vetorização de torque.
Sob o capô, o 2.0 EcoBoost entrega 253 cv e 37,5 kgfm, números competentes mas distantes de suas concorrentes mais robustas.
O Maverick Lobo superou modelos bem mais potentes, como o Ram 2500 reestilizado, equipado com motor Cummins turbodiesel de 436 cv e impressionantes 148 kgfm.
Também desbancou o Ram 1500 com motor Hemi, embora essa versão represente mais um retorno nostálgico do que uma inovação real.
O júri parece ter valorizado estilo e conceito em vez de força bruta ou avanços técnicos, o que já começa a gerar discussões nos bastidores do setor.
Mesmo assim, os três vencedores mostram caminhos distintos: eletrificação, eficiência e esportividade acessível — ainda que com resultados controversos.
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