Esqueça o diesel: Volvo lança escavadeiras e caminhões elétricos que prometem virar o jogo na construção

volvo eletricos construcao (1)
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Canteiros de obras normalmente são um festival de poeira, ruído ensurdecedor e motores a diesel fumegando.

Mas a Volvo resolveu virar esse jogo.

Em uma parceria com a Siemens e a Metzner Recycling, a marca sueca realizou a primeira demolição 100% elétrica do mundo — e provou que o futuro da construção pesada pode ser muito mais silencioso, limpo e eficiente.

A operação aconteceu na Alemanha, no antigo campus da Siemens em Erlangen. E não foi um teatro ou demonstração simbólica para gerar manchetes.

O trabalho foi executado do início ao fim com um ecossistema completo de escavadeiras, caminhões e carregadores movidos a bateria. Nada de geradores, nada de diesel. Só energia elétrica e muita tecnologia embarcada.

volvo eletricos construcao (3)
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O impacto mais visível — ou melhor, audível — foi o som. A ausência de motores a combustão reduziu o barulho das máquinas em cerca de 9 decibéis.

Parece pouco? Pois saiba que a escala de decibéis é logarítmica: uma redução de 10 decibéis é percebida como metade do volume.

Isso faz uma diferença enorme em áreas urbanas com restrições de ruído. E sem fumaça, é possível trabalhar em ambientes fechados, como túneis e galpões, sem sistemas caros de ventilação.

Mas não foi só isso. As máquinas elétricas da Volvo, segundo a própria empresa, entregam desempenho quase idêntico ao das versões a diesel.

Na prática, o que impressiona é o torque imediato: ao acionar o controle da escavadeira, o operador recebe 100% da força na hora — sem esperar o motor subir de giro, como ocorre com os tradicionais modelos a combustão.

volvo eletricos construcao (2)
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Claro que existem desafios. A autonomia de 7 a 9 horas pode parecer limitada, mas como essas máquinas não desperdiçam energia em marcha lenta, praticamente todo esse tempo é convertido em produtividade.

Fora isso, a ausência de vibração constante e do ruído do motor reduz significativamente o cansaço dos operadores. Até o cheiro do fim do expediente muda — e a vida em casa agradece.

O preço ainda é o maior obstáculo. Equipamentos elétricos custam entre 25% e 40% a mais que os equivalentes a diesel.

Mas os governos estão entrando em cena com incentivos generosos, como créditos de até US$ 40 mil nos EUA.

E a Volvo aposta que, no fim das contas, o custo total de propriedade vai compensar: menos manutenção, energia mais barata e maior tempo de uso.

Para quem se pergunta como recarregar uma escavadeira no meio do nada, a Volvo também pensou nisso. Em locais com energia, é possível carregar durante a noite numa tomada comum de 240 volts.

Volvo CE powers world’s first all-electric deconstruction site at Siemens site

E em horário de expediente, dá para usar um carregador rápido de obra e recuperar 60% da carga durante a hora do almoço. Já em áreas remotas, entra em cena o PU500 — um “powerbank” gigante de 7,5 toneladas que pode abastecer todo o canteiro.

Mais do que uma questão ambiental, a Volvo enxerga nessa revolução uma lógica de negócios.

Se conseguir provar que escavadeiras e caminhões elétricos são viáveis e rentáveis, o tradicional ronco dos motores diesel pode estar com os dias contados. E talvez, muito em breve, a nova trilha sonora das obras seja o silêncio.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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