
Num ano em que tarifas viraram um campo minado para montadoras e um problema em fornecedor travou peças essenciais, a Ford decidiu premiar o topo como nunca.
Documentos entregues à U.S. Securities and Exchange Commission na sexta-feira, 27 de março, mostram que Jim Farley encerrou 2025 com seu maior pacote desde que virou CEO em 2020.
Somando ações e benefícios, Farley recebeu US$ 27.519.558 (R$ 144.642.800), cerca de US$ 3 milhões (R$ 15.768.000) acima do total do ano anterior.
O aumento veio apesar de 2025 ter sido descrito internamente como desafiador, com o fogo devastador em uma planta fornecedora de alumínio em Nova York e o turbilhão de tarifas no setor.
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No balanço do período, a Ford registrou prejuízo líquido de US$ 8,2 bilhões (R$ 43,1 bilhões), um número que contrasta com a generosidade no topo da pirâmide.
No mesmo arquivo, a empresa de Dearborn detalhou que gastou mais de US$ 100 milhões (R$ 525.600.000) com seus principais executivos em 2025.
Além de Farley, a SEC recebeu os totais de Bill Ford, Board Executive Chair, com US$ 20,2 milhões (R$ 106.171.200), e de John Lawler, vice-chair e CFO interino por um período, com US$ 11,7 milhões (R$ 61.495.200).
A lista inclui Doug Field, Chief Electric Vehicle, Digital and Design Officer, com US$ 15,2 milhões (R$ 79.891.200), Sherry A. House, CFO, com US$ 8,3 milhões (R$ 43.624.800), e Alicia Boler Davis, presidente da Ford Pro, com US$ 18,9 milhões (R$ 99.338.400).
Cerca de US$ 75 milhões (R$ 394.200.000) desse montante estão em ações e dependem do desempenho futuro da companhia para virar dinheiro de fato.
Enquanto isso, funcionários assalariados da Ford receberão bônus neste mês, já que a empresa informou ter atingido a maioria das metas, ficando aquém apenas do EBIT.
Entre os outros alvos usados no cálculo apareceram duas métricas de qualidade, volume global de EVs e receita por veículo vendido, mesmo com um ano recorde de recalls.
O índice de bônus corporativo foi de 130%, e tanto Farley quanto Bill Ford não passam por avaliação individual, recebendo exatamente a mesma taxa aplicada à empresa inteira.
No detalhamento do CEO, a remuneração trouxe US$ 1,7 milhão (R$ 8.935.200) em salário, US$ 18,8 milhões (R$ 98.812.800) em ações, abaixo de US$ 20,6 milhões (R$ 108.273.600) no ano anterior.
O pagamento ficou em quase US$ 5,7 milhões (R$ 29.959.200), acima de US$ 1,6 milhão (R$ 8.409.600) em 2024, além de US$ 1,2 milhão (R$ 6.307.200) em itens como veículos e seguro.
A Ford também informou que a remuneração anual mediana de um empregado, excluindo Farley, foi de US$ 93.397 (R$ 490.900), o que leva a uma proporção de 295 para 1.
No setor, a Stellantis relatou que o novo CEO Antonio Filosa recebeu cerca de US$ 6,3 milhões (R$ 33.112.800) após assumir em junho, enquanto a General Motors ainda não divulgou quanto Mary Barra ganhou em 2025.
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