Ex-dono de T-Cross relata experiência com o Novo Renegade 1.3T

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Ausência sentida: Manta acústica no compartimento do motor

Meu nome é Leo Ávila, possuí durante 40 meses um veículo T-Cross que detalhei num artigo nesse mesmo site .

Ali falei sobre como foi a convivência durante todo o período de uso.

Agora adquiri um Jeep Renegade, e vou sempre que possível e o site permitir escrever sobre o que estou achando do veículo procurando na medida do possível comparar com o anterior.

O porquê da escolha, e as opções disponíveis

Quando decidi vender o T-Cross e comecei a pesquisar as opções para substituição, os principais carros na faixa de preço que precisava, entre 105 e 120 mil reais, eram:

Um outro T-Cross, que na versão mais barata, a Sense, além de vir muito pouco equipada também não era vendida para PCD que era a minha opção de compra (todos os preços citados abaixo eram para essa modalidade de venda direta), e a TSI 200, que ficava por cerca de R$ 118.000.

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O belo design na cor branco perolizada

Mas eu queria mudar o modelo do carro por isso eliminei essa opção; cheguei a cogitar o novo e belo Virtus que na versão Confortline custava na faixa de R$ 108.000 e na Highline cerca de R$ 116.000, já havia tido outros sedans e é o tipo de carro com que mais me identifico, mas nas ruas esburacadas da nossa cidade com diversos locais de alagamentos em chuvas mais fortes, além de algumas estradas na região se encontrarem em péssimo estado de conservação um sedan não é a opção mais racional.

Decidi então optar novamente por outro SUV (compacto e para cidade, SUV de Shopping com a internet fala); o Nivus Confortline por cerca de R$ 110.000 me interessava bastante mas a promessa da fábrica em faturar entre 60 e 90 dias me fez desisti da ideia.

O Tracker para a faixa de preço vinha pouco equipado; o Peugeot 2008 e o Citroen C4 Cactus encontravam-se bastante desatualizados e nem cogitei.

O Duster não me agrada nem o design nem o acabamento; o Kicks por vir pouco equipado para a faixa de preço também foi eliminado; o HR-V por ser muito caro;

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Ausência sentida: Longarinas (rack) do teto

Sobraram então o Pulse que é muito pouco espaçoso apesar de na versão Audace vir bem equipado também descartei; o Fastback que me interessava bastante mas estava com preço acima do meu objetivo; ficou então o Renegade que me agrada bastante e estava com preço e disponibilidade promocional para a versão T270, em vista disso tudo efetuei o pedido de compra.

Logo em seguida a eu ter efetuado o pedido do JEEP a Fiat lançou uma versão do Fastback com preço dentro da faixa que eu desejava.

Cheguei até a cogitar cancelar o pedido do Renegade para optar pelo Fiat principalmente pelo enorme porta malas que é sempre útil em viagens e por ter um design que me agrada e vinha na versão promocional quase tão equipado quanto o Renegade, mas a Jeep foi mais rápida que eu e faturou o veículo com menos de uma semana depois que efetuei o pedido e, negócio fechado com a versão T270 branco perolizado que custou R$ 108.800, o que me deixou bastante satisfeito.

As primeiras comparações com o T-Cross

O que mais salta aos olhos de início é o maior conforto, melhor acabamento e consequentemente maior sensação de qualidade o que termina proporcionando um maior prazer ao dirigir sem dúvidas nenhuma, sensação essa avalizada tanto por mim quanto pela esposa que também usa o veículo e, que não é proporcionada simplesmente por esse ser zero km pois o anterior compramos zero e quando vendido estava em excelente estado de conservação.

A qualidade do som do Jeep é relativamente bem superior apesar de não sem um som premium; a multimídia apesar das mesmas 7’’, esta possui conexão sem fio para Android e iOS.

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O cuidado e bom acabamento de volante e painel

O porta malas é um pouco menor e somente numa primeira viagem é que vou poder analisar o tamanho da desvantagem; vem relativamente tão bem equipado principalmente no que se refere a segurança e tem um design que me agrada bem mais que o do T-Cross além da cor branco polar perolizado que deixa o carro bem bonito, na minha opinião é claro.

Frise-se que o computador de bordo do T-Cross possui mais informações: velocidade média e consumo instantâneo por exemplo.

O preço do seguro e do licenciamento dentro do previsto, com a imensa vantagem para o T-Cross que eu tinha isenção para IPVA e nesse, pelo valor não, além de vantagem também da VW que ofereceu as três primeiras revisões gratuitas para o meu o que não aconteceu com o Jeep.

Os equipamentos que faltam

Ausências de equipamentos mais sentidas nessa versão adquirida: as longarinas de teto, o tampão de cobertura do porta malas e a manta no compartimento do motor, por outro lado vem com dois itens de segurança que não tinha no meu T-Cross, aviso de mudança de faixa e freio autônomo de emergência.

Devo registrar também o ótimo atendimento prestado pela concessionária JEEP tanto no pré-venda quando estive pesquisando preços, modelos e prazo de entrega quanto no pós-venda, pois mesmo sendo compra direto da fábrica me presentearam com alguns bons brindes e sempre prontos a esclarecer quaisquer dúvidas, espero e desejo que continuem assim, mas se houver necessidade não hesitarei em criticar os serviços prestados por eles.

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Ausência sentida: Tampão do porta malas

Digno de registro e que não agrada é o sistema star-stop que poucos que conheço gostam de utilizar, além de ser muito pouco útil para a economia de combustível aqui na cidade pois o tempo de parada e religada do motor é sempre bem menor que o tempo em que os sinais ficam fechados o que não permite uma economia no consumo que valha a pena utiliza-lo.

Medição de consumo do Renegade 1.3 Turbo

O primeiro consumo – nessa primeira medição feita na bomba de combustível que é a que sempre considero, rodei apenas na cidade e em torno de 50% na zona central.

Aqui temos uma característica curiosa, cruzamentos a cada cem metros com semáforos em grande parte desses cruzamentos e quase que perfeitamente sincronizados para que ao passar por um no verde o próximo vai encontrar normalmente no vermelho, o que impede que qualquer carro rodando nessas condições tenha um consumo de combustível pelo menos razoável, os outros 50% foi circulando por longas avenidas com trânsito livre e, nesse caso em parte com ar desligado.

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Os enormes espelhos retrovisores

Para se ter ideia do quanto o trânsito na zona central da nossa cidade é lento, em 9 dias com o novo carro abastecido somente com gasolina, rodei 356 km, a média horária ficou em 17 km/hr o consumo medido na bomba de abastecimento foi calculado em 8,18 km/l, o computador de bordo registrava média de consumo 8,4 km/l,.

O número é bem próximo do real, o que não acontecia com o T-Cross, que sempre registrava um consumo otimista em mais de 10% e para comparação o primeiro consumo que registrei com o T-Cross foi com percurso semelhante mas com apenas 159 km rodados com média de 8,19 km/l.

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Consumo do Renegade T270

Agora vou aguardar um maior período para fazer novo comparativo e registrar outras impressões com o decorrer da utilização do carro.

Por Leo Avila
https://www.youtube.com/@LeoAvilaFotografiasOutdoor/

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 18 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.