
O domínio global da China na exportação de veículos se consolidou de forma contundente em 2025, com números que mostram a força crescente do país no setor automotivo.
No total, foram exportados 8,32 milhões de veículos, um salto de 30% em relação a 2024, quando o crescimento foi de 16%.
Destaque absoluto para os veículos de nova energia (NEVs), categoria que engloba elétricos, híbridos e plug-in híbridos, que alcançaram 3,43 milhões de unidades exportadas — alta de 70% no ano.
Com isso, os NEVs já representam 47% das exportações automotivas da China, sendo 28% elétricos puros, 13% híbridos plug-in e 6% híbridos convencionais.
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Enquanto isso, os carros a combustão perderam espaço, caindo para 43% do total, o que representa uma queda de 11 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Os principais destinos das exportações chinesas em 2025 foram México, Rússia e Emirados Árabes Unidos, nesta ordem, com volumes acima de 570 mil unidades para cada país.
O México liderou o ranking com 625.187 veículos importados, confirmando sua ascensão como novo grande parceiro automotivo da China.
A presença chinesa também cresceu no Reino Unido, que importou 335.551 veículos e ficou na quarta posição, à frente do Brasil, que recebeu 322.076 unidades.
Na sequência aparecem Arábia Saudita, Bélgica, Austrália, Filipinas e Cazaquistão, completando os dez principais mercados de destino dos carros chineses.
O panorama muda quando se analisam apenas os NEVs: a Bélgica lidera com 284.921 unidades, seguida pelo Reino Unido (231.181) e México (221.027).
O Brasil aparece na quarta colocação, com 200.825 veículos de nova energia importados, pouco à frente das Filipinas e dos Emirados Árabes Unidos.
Países como Tailândia, Indonésia e Índia, mesmo fora do top 10 geral, entraram na lista de maiores compradores de NEVs, indicando uma expansão em novos mercados emergentes.
O crescimento também apresentou características sazonais: houve forte desempenho em janeiro e uma desaceleração entre fevereiro e abril, devido às tarifas impostas pelos EUA.
As exportações voltaram a ganhar força entre maio e novembro, encerrando o ano com uma ofensiva de veículos usados em dezembro.
Outro dado relevante foi a queda no preço médio dos veículos exportados, que passou de US$ 18 mil em 2024 para US$ 16 mil em 2025, uma redução impulsionada pela diminuição da participação da Tesla nas exportações totais.
Esse recuo no valor médio fortaleceu a competitividade global dos carros chineses, ampliando sua presença em mercados com alta sensibilidade a preços.
O avanço contínuo da China nas exportações, especialmente de EVs, sinaliza uma mudança profunda na geopolítica automotiva global.
Enquanto os Estados Unidos impõem barreiras, a China conquista espaço na Europa, América Latina, Oriente Médio e Sudeste Asiático com estratégia agressiva, tecnologia em ascensão e preços imbatíveis.
| Ranking | País | Carros importados |
| 1 | México | 625,187 |
| 2 | Rússia | 582,738 |
| 3 | Emirados Árabes | 571,937 |
| 4 | Reino Unido | 335,551 |
| 5 | Brasil | 322,076 |
| 6 | Arábia Saudita | 302,189 |
| 7 | Bélgica | 300,103 |
| 8 | Austrália | 297,382 |
| 9 | Filipinas | 256,681 |
| 10 | Casaquistão | 211,545 |
| Ranking | País | Carros de nova energia importados |
| 1 | Bélgica | 284,921 |
| 2 | Reino Unido | 231,181 |
| 3 | México | 221,027 |
| 4 | Brasil | 200,825 |
| 5 | Filipinas | 200,544 |
| 6 | Emirados Árabes | 191,946 |
| 7 | Tailândia | 151,633 |
| 8 | Austrália | 145,781 |
| 9 | Indonésia | 126,536 |
| 10 | Índia | 102,691 |
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