
A Ferrari reforçou neste fim de semana sua estrutura de controle acionário ao renovar o acordo entre seus dois maiores grupos de acionistas: a holding Exor NV e membros da família fundadora.
A decisão acontece em um momento estratégico, quando a icônica fabricante italiana se prepara para lançar seu primeiro carro totalmente elétrico.
O novo pacto entra em vigor assim que o atual expirar, estendendo-se até janeiro de 2029, com renovação automática prevista, salvo encerramento por uma das partes.
A renovação sinaliza continuidade e estabilidade para a marca, especialmente diante das transformações em curso no setor automotivo e da crescente pressão por eletrificação.
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A Exor, controlada pela família Agnelli, afirmou que o acordo mantém alinhadas as posições das duas partes em decisões relevantes nas assembleias de acionistas da Ferrari.
O pacto também estabelece direitos recíprocos de preferência na venda de ações, impedindo que uma das partes transfira participação a terceiros sem oferecer a mesma oportunidade à outra.
Essa governança compartilhada tem sido fundamental para preservar a filosofia da Ferrari, marcada por produção limitada, exclusividade e forte controle de imagem e posicionamento.
Nos últimos anos, a montadora enfrentou desafios ligados à transição energética e à necessidade de se adaptar às novas exigências ambientais sem perder sua aura de prestígio e desempenho.
Mesmo com o avanço dos carros elétricos, a Ferrari tem resistido à ideia de ampliar produção ou adotar estratégias de volume, ao contrário de muitos concorrentes.
A extensão do acordo entre Exor e a família Ferrari assegura que as próximas decisões estratégicas — incluindo o lançamento e posicionamento do futuro modelo elétrico — ocorram sob uma liderança coesa.
A medida também transmite segurança ao mercado financeiro, ao garantir que os principais acionistas continuarão alinhados quanto à visão de longo prazo da marca.
A renovação ocorre num contexto em que montadoras tradicionais enfrentam oscilações na demanda global, mudanças regulatórias e aumento da concorrência no segmento de elétricos, especialmente vindos da China e de startups do Vale do Silício.
Com o novo pacto, a Ferrari busca blindar seu modelo de negócios e manter a autonomia para seguir seu próprio ritmo na transição energética — sem abrir mão de sua exclusividade.
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