
O que era para ser um encerramento triunfal da franquia “Velozes e Furiosos” virou uma novela arrastada, cara e, para muitos, desconcertante.
A Universal Pictures acaba de cravar 17 de março de 2028 como a data oficial de estreia de “Fast Forever”, o 11º e suposto último filme da série.
O título foi confirmado por Vin Diesel nas redes sociais, com uma legenda grandiosa sobre legado, mas o que mais chamou atenção foi a imagem usada: o ator posando ao lado de um pedófilo condenado.
A reação nas redes foi imediata, levantando questionamentos sobre o discernimento de Diesel e o tom do estúdio às vésperas de uma produção que já enfrenta desconfiança.
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“Fast X”, lançado em 2023, custou cerca de US$ 340 milhões (aproximadamente R$ 1,77 bilhão) e mal conseguiu dar lucro, o que quase levou ao cancelamento da continuação.
Inicialmente previsto para 2025, o novo filme passou por uma série de adiamentos: primeiro para 2026, depois 2027 e, agora, 2028.
A causa principal seria a exigência da Universal para que o orçamento fosse reduzido drasticamente — não havia sequer roteiro final ou contratos assinados com o elenco até poucos meses atrás.
Mesmo assim, os executivos insistem que o projeto vai sair do papel.
Curiosamente, a própria existência da saga parece fruto de uma sucessão de decisões impulsivas.
O original de 2001 foi um sucesso inesperado, rendendo mais de US$ 200 milhões com um orçamento modesto de US$ 38 milhões.
Seguiram-se continuações que variaram de desastrosas (“Fast & Furious”, de 2009) a surpresas agradáveis (“Fast Five”, de 2011), este último responsável por lançar o universo de spin-offs com a adição de Dwayne Johnson.
Mas o tempo mostrou que o fim sempre pode ser adiado em nome da bilheteria.
Mesmo os títulos mais recentes, como “F9” e “Fast X”, chegaram aos cinemas com anos de atraso e sem o mesmo apelo junto ao público.
Ainda assim, há planos não apenas para “Fast Forever”, mas também para uma continuação de “Hobbs & Shaw” e até outros derivados.
O estúdio parece apostar em um possível sucesso de bilheteria para justificar essa expansão tardia.
A dúvida que paira é: o público ainda quer mais?
A bilheteria morna de “Fast X” sugere que talvez não.
Ao que tudo indica, “Fast Forever” tentará repetir a fórmula do “final épico dividido em duas partes”, um truque cada vez mais comum em Hollywood.
Mas com atrasos acumulados, polêmicas de bastidores e um desgaste visível da fórmula, o legado da franquia pode acabar sendo uma longa despedida que ninguém pediu.
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