
Se você é do tipo que pode gastar centenas de milhões de reais em um carro de mais de 60 anos, uma Ferrari extremamente rara pode estar prestes a chamar sua atenção.
Trata-se da única Ferrari 250 GTO de 1962 a sair da fábrica na cor branca — apelidada de “Bianco Speciale” — que será leiloada em 17 de janeiro pela Mecum, em Kissimmee, na Flórida.
Com potencial para ultrapassar os US$ 70 milhões (mais de R$ 385 milhões), ela pode se tornar a Ferrari mais cara já vendida na história.
Apesar de não ter conquistado grandes vitórias em sua breve carreira nas pistas, o modelo permanece como uma cápsula do tempo, mantendo sua estrutura original sem nunca ter sido restaurado.
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O carro foi inicialmente entregue ao britânico John Coombs, dono de uma equipe privada de corrida, e participou principalmente de competições de troféus locais.
Curiosamente, o piloto Graham Hill chegou a treinar com ela em Goodwood em 1964, mas preferiu correr com um Jaguar — e venceu a prova.
O detalhe curioso é que o próprio departamento de competição da Jaguar utilizou o carro para testes aerodinâmicos e concluiu que o GTO era superior ao E-Type em quase todos os aspectos.

Com motor V12 de 3,0 litros e câmbio manual de cinco marchas, o modelo entregava 300 cv — potência considerável para a época.
O chassi de número 3729GT ainda exibe a combinação original de pintura branca com interior preto, uma das características mais valorizadas por colecionadores.
Após Coombs, o carro passou pelas mãos de outros pilotos, incluindo Eddie Portman e Jack Sears, este último mantendo o GTO em sua coleção por 30 anos.

Na década de 1970, um GTO ainda custava entre US$ 6 mil e US$ 10 mil, mas os valores dispararam com o tempo: em 1993, o mesmo exemplar teria sido vendido por US$ 6 milhões.
A valorização se intensificou a partir de 2012, quando um modelo foi negociado por US$ 31,7 milhões no Reino Unido.
Em 2023, outro exemplar atingiu US$ 51,7 milhões, mas o recorde permanece com a unidade vendida em 2018 por US$ 70 milhões em transação privada.

O “Bianco Speciale” pode superá-lo, mesmo sem ter um histórico de vitórias, graças à sua exclusividade e à condição quase intacta.
Segundo a descrição do leilão, o carro foi mantido, retocado e reparado, mas nunca restaurado — algo raro entre clássicos desse calibre.
Há registro de substituições de motor, incluindo uma troca após um acidente em 1963 e a instalação de um bloco fornecido pela Ferrari Classiche em 2008.
Mesmo assim, seu valor histórico permanece intacto.

A expectativa é que o leilão movimente cifras recordes e atraia colecionadores bilionários de todo o mundo.
Afinal, estamos falando de uma das 36 Ferrari 250 GTO produzidas — e da única que saiu da fábrica vestida de branco.
Ou você pode simplesmente deixar esse dinheiro rendendo no banco e receber mais de R$ 4 milhões por mês. Aqui no Brasil, é claro.
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