
Em um momento em que várias montadoras falam em cortes e reestruturações, a Ferrari segue na contramão e transforma resultados financeiros robustos em dinheiro vivo para seus funcionários.
A marca italiana fechou o último ano com receita de aproximadamente R$ 43,9 bilhões, um avanço de cerca de sete por cento em relação ao período anterior, segundo os dados divulgados ao mercado.
O lucro líquido também cresceu, saltando de algo em torno de R$ 9,4 bilhões para cerca de R$ 9,9 bilhões, mesmo com uma pequena queda no volume de veículos entregues globalmente.
Foram 13.640 carros vendidos, 112 a menos que no ano anterior, mas ainda assim suficientes para turbinar as margens e sustentar um bônus generoso para quem trabalha em Maranello.
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Cada um dos cerca de cinco mil empregados elegíveis na Itália receberá um prêmio ligado ao desempenho de aproximadamente R$ 92.064, valor superior ao pago no ciclo anterior.
No ano passado, o bônus tinha ficado perto de R$ 88.975, e a fórmula usada pela empresa considera volume de embarques, resultado operacional ajustado, qualidade dos produtos e índices de absenteísmo.
Quanto melhores forem esses indicadores, maior fica o valor repassado, o que transforma o prêmio em um poderoso incentivo interno para produtividade, disciplina e foco na redução de falhas.
A trajetória desses bônus ajuda a entender o salto recente da Ferrari, que em 2020 pagava cerca de R$ 46 mil, quando o lucro girava em torno de R$ 3,8 bilhões.
Em 2021, o ganho líquido subiu para algo perto de R$ 5,1 bilhões e o prêmio foi ajustado para aproximadamente R$ 74.146, mantendo a política de compartilhar parte do avanço com o quadro de funcionários.
Já em 2022, com lucro na casa de R$ 5,8 bilhões, o valor subiu novamente para algo próximo de R$ 83.414, preparando o terreno para o patamar recorde atual.
Para este ano, a empresa mira um crescimento de cinco por cento nas vendas e um avanço de sete por cento na margem, o que sugere espaço para bônus ainda mais gordos no futuro.
Há, porém, um limite claro nessa generosidade, já que os pagamentos contemplam apenas quem trabalha nas operações italianas, deixando de fora colaboradores de outros países.
Mesmo assim, o plano reforça a imagem de que a Ferrari trata seus funcionários como parte estratégica da construção de exclusividade e alta rentabilidade da marca.
No horizonte de produtos, o capítulo mais aguardado é o lançamento do Luce, primeiro EV da fabricante, que estreia oficialmente em 25 de maio.
O modelo vai inaugurar um interior totalmente diferente dos Ferrari atuais, concebido por Jony Ive, nome por trás do design do iPhone e de vários produtos icônicos da Apple.
Se o público abraçar o visual e a experiência do Luce, a tendência é que outros modelos futuros adotem soluções similares, ajudando a sustentar novas fases de crescimento — e, quem sabe, bônus ainda mais impressionantes.
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