
O declínio dos CDs nos carros não começou com um anúncio oficial, mas agora é definitivo: nenhum modelo novo vendido atualmente traz mais o tradicional leitor de discos.
Mesmo com defensores fiéis e argumentos razoáveis, como independência da internet e qualidade sonora, o CD perdeu sua última trincheira na indústria automotiva.
Após atualizações recentes da Subaru e da Lexus nos Estados Unidos, o item desapareceu discretamente do catálogo das montadoras, encerrando um ciclo de quatro décadas.
A justificativa principal não foi técnica, mas comportamental: o público mudou, e os carros apenas acompanharam o movimento.
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Serviços de streaming se tornaram a forma dominante de consumir música, e os sistemas multimídia dos carros se adaptaram rapidamente a isso.

Conectar o celular e acessar milhões de músicas virou parte natural da experiência de direção para a maioria dos motoristas.
O CD, por outro lado, exigia carregar estojos, trocar discos manualmente e lidar com limitações físicas de espaço e quantidade.
Além disso, manter o CD player nos projetos representava um problema prático para as montadoras, que visam cada grama e cada centímetro no design.
O aparelho adicionava peso e ocupava espaço precioso no console central, além de não ter mais procura suficiente para justificar sua inclusão.

Ainda há quem defenda o formato físico, especialmente pela ausência de anúncios e pela fidelidade sonora mais pura que o streaming nem sempre entrega.
Mas, mesmo com essas vantagens, o uso do CD caiu tanto que virou nicho — hoje mais próximo dos colecionadores de vinil do que de um hábito comum.
Para quem ainda quiser rodar CDs nos carros modernos, a saída será improvisar com leitores portáteis conectados via USB ou entrada auxiliar.
O caso do CD player mostra como decisões difíceis nas montadoras nem sempre vêm de engenharia: às vezes, basta observar o que as pessoas querem — ou deixaram de querer.
É uma despedida silenciosa, sem alarde, mas simbólica: um dos últimos vestígios da era analógica foi finalmente engolido pela conectividade digital.
Se carburação e minivans já tinham sido superadas por avanços técnicos e modas passageiras, agora é a vez da mídia física ceder à conveniência do clique.
E a indústria já deixou claro que não tem mais volta — nem mesmo como opcional, nem em versões retrô.
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