
Marcas de lavagem, pequenos riscos, fezes de pássaros e até insetos grudados podem estar com os dias contados nos carros da Hyundai.
A montadora sul-coreana registrou uma patente de revestimento automotivo com capacidade de regeneração parcial, prometendo até 80% de recuperação em imperfeições na pintura.
A novidade é baseada em uma fórmula de poliuretano com propriedades inéditas: ao contrário dos vernizes tradicionais, esse composto não é rígido, mas sim levemente flexível e quase fluido.
Com essa maleabilidade, a camada superficial da pintura consegue se deformar levemente ao sofrer impactos leves — como arranhões — e retornar à sua forma original com o tempo.
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Segundo o registro da Hyundai, o efeito de autorreparo funciona até mesmo em temperatura ambiente, sem depender de calor intenso ou exposição ao sol.
A fórmula combina polímeros de cadeia longa com oligômeros de cadeia curta, o que oferece resistência química e física, mas com flexibilidade suficiente para reagir e se recuperar de danos menores.
Mesmo sendo uma camada mais maleável, a marca afirma que a dureza do novo verniz é compatível com pinturas automotivas convencionais, mantendo proteção contra elementos agressivos como chuva ácida e sujeira orgânica.
Ainda não está claro se a tecnologia será aplicada apenas na camada de verniz (transparente) ou se poderá ser integrada também ao pigmento colorido da carroceria.

De qualquer forma, a proposta pode facilitar muito a manutenção estética dos veículos, reduzindo a necessidade de polimentos frequentes e retoques.
A ideia não é totalmente inédita: Nissan já havia introduzido o Scratch Shield nos anos 2010, um verniz elástico que se curava sob exposição ao calor. Modelos como o Nissan Z e o crossover elétrico Ariya ainda utilizam esse tipo de revestimento.
Lexus também já experimentou soluções semelhantes, com uso de verniz autorregenerativo no LS 460 a partir de 2010.
A Hyundai, porém, parece ter avançado no conceito, prometendo resultados similares sem necessidade de exposição solar, o que torna a tecnologia mais prática no dia a dia.
Enquanto isso, outros fabricantes como a Toyota testam abordagens diferentes: em 2023, a marca japonesa registrou uma patente de tinta “descascável”, que permite trocar a cor do carro removendo uma camada superficial danificada ou envelhecida.
Para quem busca proteção no presente, películas vinílicas transparentes continuam populares. Elas protegem contra riscos e têm propriedades semelhantes de regeneração térmica — mas exigem aplicação especializada e não são permanentes.
Com essa nova patente, a Hyundai sinaliza que quer ir além do convencional, incorporando soluções de proteção diretamente na fábrica e oferecendo mais durabilidade estética para os donos de seus carros.
Se a tecnologia for implementada em larga escala, modelos como o Sonata e o Genesis GV80 podem ser os primeiros a aposentar o polidor de vez.
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