Ford avisa donos do Mustang GTD, de R$ 1,7 milhão: vão ter que deixar os carros parados por 30 dias na garagem

mustang gtd spirit of america 2
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Adquirir um Mustang GTD, a versão mais cara e exclusiva já feita do muscle car, já é um privilégio reservado a poucos.

Agora, se você for um dos raros sortudos que conseguiu passar pelo complexo processo de alocação da Ford e finalmente garantiu o seu GTD de 815 cv, prepare-se para uma surpresa: ele não deve ser conduzido por pelo menos 30 dias.

E não, a recomendação não tem nada a ver com recall ou problemas mecânicos.

O motivo, na verdade, é a pintura.

A própria Ford está orientando os clientes a deixarem o carro parado durante esse período para permitir que a tinta “gaseie” completamente e finalize o processo de cura.

Ford Mustang branco com faixas azuis e vermelhas, parado em uma pista.
Ford Mustang branco com faixas azuis e vermelhas aparece em uma pista, com rodas escuras e pinças de freio vermelhas.

Pode parecer estranho, mas essa etapa é fundamental, principalmente por conta do uso intenso de fibra de carbono na construção do GTD.

Por não ser um carro produzido em grande escala — o modelo é montado em parceria com a canadense Multimatic —, o Mustang GTD não passa por fornos industriais como os de outros modelos da linha.

Com isso, o tempo de cura da pintura se prolonga e exige cuidados adicionais, como evitar a aplicação de películas protetoras (PPF) antes da hora.

Segundo a marca, aplicar PPF em uma pintura ainda em processo de cura pode causar bolhas, microfissuras e até danos permanentes ao acabamento — especialmente em superfícies compostas como a fibra de carbono, que requerem técnicas de pintura mais sofisticadas e sensíveis a variações de temperatura, umidade e pressão.

Parte traseira de um Ford Mustang branco com aerofólio preto e vermelho, em uma pista.
Ford Mustang branco exibido pela traseira, com aerofólio destacado e faixas decorativas nas cores azul e vermelha.

A “desgasificação” da tinta serve para evitar bolhas microscópicas geradas por ar ou solventes presos na superfície durante a aplicação da pintura.

A recomendação oficial da Ford é clara: espere pelo menos 30 dias antes de aplicar qualquer proteção ou expor o carro a condições severas — o que inclui dirigir o veículo.

Para muitos colecionadores, isso não será um problema, já que é comum que carros desse calibre passem semanas ou meses guardados antes de irem às ruas.

Mas para os que já estavam prontos para acelerar os 815 cv assim que o carro encostasse na garagem, será necessário um pouco de paciência.

Interior de automóvel esportivo com bancos pretos e brancos, detalhes vermelhos e pista visível ao fundo.
Interior de automóvel esportivo com bancos dianteiros contrastantes, painel digital e pista de testes ao fundo.

Em modelos comuns, o tempo de espera para aplicar PPF costuma variar entre 30 e 90 dias, dependendo do tipo de tinta, do método de cura e do ambiente.

Mas, no caso do GTD, a recomendação é ainda mais importante por conta da natureza artesanal do acabamento.

Instaladores profissionais de PPF costumam usar instrumentos e métodos para verificar se a pintura já está pronta.

Mas quando a própria montadora avisa para esperar, o melhor é seguir a cartilha à risca — especialmente quando se trata de um carro de US$ 325.000 (cerca de R$ 1,7 milhão).

Portanto, se alguém te perguntar por que seu novíssimo Mustang GTD ainda está parado na garagem, a resposta não é capricho — é química.

E preservar a pintura desse supercarro raro e potente começa justamente com o cuidado de não usá-lo cedo demais.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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