
A Ford surpreendeu o mercado ao anunciar que vai lançar uma nova picape movida a combustão, com produção confirmada nos Estados Unidos até o fim da década.
A revelação foi feita pelo CEO da empresa, Jim Farley, durante visita presidencial à fábrica Blue Oval City, no Tennessee.
Segundo Farley, o modelo será “acessível” e terá papel estratégico dentro da linha de picapes da marca, posicionando-se ao lado de Maverick, Ranger e da icônica série F.
O novo veículo será produzido na mesma instalação que originalmente seria dedicada à fabricação de picapes elétricas, mas que agora será redirecionada para modelos convencionais.
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O início da produção está previsto para 2029, em um movimento que também confirma o abandono do projeto de uma picape elétrica intermediária, que antes estava planejada para 2027 com preço abaixo de US$ 30 mil (R$ 162 mil, na cotação atual).
Essa guinada estratégica reflete mudanças no cenário político e regulatório dos EUA, incluindo a redução nos padrões de economia de combustível da EPA e a diminuição das tarifas sobre veículos e peças fabricadas fora do país.
A decisão de priorizar um novo modelo a combustão, em vez de um elétrico, vai na contramão do discurso de eletrificação total que dominou a indústria nos últimos anos.
Ao mesmo tempo, ela surge após o encerramento da produção do F-150 Lightning elétrico, que será substituído por uma versão com extensor de autonomia, mantendo o nome, mas mudando o conceito.
Ainda não há detalhes sobre dimensões, motorização ou faixa de preço da nova picape, mas a expectativa é de que ela se posicione entre a Maverick (hoje vendida a partir de US$ 28.145) e a Ranger (a partir de US$ 33.350).
Essa lacuna no portfólio da Ford parece ideal para ser preenchida, considerando o forte desempenho da Maverick em 2025, com mais de 155 mil unidades vendidas — alta de 18,2% sobre o ano anterior.
A Ranger também cresceu, com 70.960 unidades vendidas e aumento de 53,6% no mesmo período.
A fábrica onde o novo modelo será produzido passou recentemente por uma mudança simbólica: deixou de se chamar Tennessee Electric Vehicle Center e foi rebatizada como Tennessee Truck Plant.
O gesto reforça o novo foco da marca, que parece estar ajustando sua estratégia para atender à demanda real do mercado, mais favorável a híbridos e combustão do que aos EVs puros.
Com essa decisão, a Ford mostra que, pelo menos por enquanto, sua aposta está no equilíbrio entre inovação e pragmatismo — e que a era das picapes elétricas ainda está longe de ser dominante nos Estados Unidos.
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