
A Ford emitiu uma ordem de suspensão de vendas do Ranger após registrar o quinto recall do modelo em apenas quatro meses.
O mais recente problema envolve os airbags de cortina lateral, que podem se romper e perder pressão durante a deflagração em uma colisão, o que compromete a segurança dos ocupantes.
A falha afeta cerca de 100.900 unidades do Ranger produzidas de anos/modelo 2024 a 2026, na fábrica de Wayne, em Michigan.
Segundo a agência de segurança viária dos EUA (NHTSA), os airbags defeituosos não atendem às normas federais de segurança e, portanto, representam um risco concreto em caso de acidente.
Os proprietários norte-americanos dos veículos afetados começarão a ser notificados oficialmente no dia 8 de setembro.

No entanto, a própria Ford admitiu que não terá peças suficientes para realizar os reparos até dezembro deste ano, prolongando ainda mais a crise em torno do modelo.
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Apesar da gravidade do problema nos EUA, a Ford do Brasil informou que os Rangers vendidos no país não são impactados, assim como o SUV Everest, que compartilha boa parte da base estrutural com a picape.
Os modelos oferecidos por aqui são fabricados na Tailândia (e no caso do PHEV, na África do Sul), e aparentemente utilizam componentes diferentes dos veículos norte-americanos.
Ainda não está claro se os airbags usados nos modelos fabricados nos EUA são de um fornecedor específico ou se diferem daqueles utilizados nas demais fábricas.
De qualquer forma, a diferença de origem e produção parece blindar o mercado australiano e brasileiro da atual crise que afeta o Ranger americano.

Este recall marca o quinto incidente grave envolvendo o Ranger nos Estados Unidos em um curto intervalo.
Desde maio de 2025, o modelo já enfrentou chamadas para correção de problemas nos freios, no painel de instrumentos, na direção e até no banco do motorista, que foi fixado de maneira inadequada em alguns casos.
Na Austrália, embora o Ranger também tenha enfrentado problemas, os recalls têm sido pontuais.
No fim de agosto, ele e o Everest foram chamados por uma falha na transmissão, e em julho, ambos foram incluídos em um recall que afetou 36 mil veículos por causa de um erro de software na câmera de ré — que também envolveu o Mustang, Focus, Escape e Endura.
Apesar dos contratempos, o Ranger segue sendo o carro-chefe da Ford na Austrália, onde lidera o mercado há dois anos, desbancando até mesmo a consagrada Toyota Hilux.
No Brasil, o modelo também tem boa aceitação e segue sendo um dos pilares da marca no segmento de picapes médias.
Com tantos recalls em sequência, porém, fica o alerta: a Ford precisará reforçar seus controles de qualidade — especialmente em mercados-chave como o norte-americano — se quiser manter sua reputação e a confiança dos consumidores.
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