
A Ford está enfrentando mais uma crise de qualidade ao anunciar o recall de 105.441 unidades do Mustang 2024 e 2025 por um problema que parece inacreditável: infiltração de água que pode desativar as luzes externas do carro.
O defeito atinge itens como luzes de placa, lanternas traseiras e luzes de posição lateral, deixando os veículos fora das normas de segurança e expondo os motoristas a riscos reais.
Com esse novo chamado, a marca já acumula mais de 1,27 milhão de veículos convocados nos últimos dias, por cinco problemas diferentes — incluindo quase meio milhão de SUVs com vazamento de fluido de freio.
No caso dos Mustang, o problema foi inicialmente ignorado pela própria montadora, que chegou a encerrar uma investigação após alegar que os casos eram raros e os carros ainda atendiam aos padrões de segurança.
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Tudo começou em abril, quando uma equipe de desenvolvimento encontrou um Mustang com falha nos faróis.
A investigação revelou um número crescente de reclamações relacionadas a problemas elétricos causados por infiltração, e os engenheiros identificaram falhas na aplicação de selantes na região do para-brisa e na junção da carroceria.
A água escorria até a central elétrica do carro — o chamado body control module — e causava panes intermitentes nas luzes e até descarga completa da bateria.
Mesmo diante das evidências, a Ford decidiu, inicialmente, encerrar o caso. Só depois que as reclamações continuaram crescendo e a gravidade do defeito ficou evidente, a montadora resolveu reabrir a investigação e iniciar o recall.

Até agora, já foram registradas 69 solicitações de garantia e 17 relatos de campo relacionados ao problema.
O mais revoltante para os donos de Mustang é que, apesar do risco, a Ford só pretende começar a aplicar os reparos em 2026.
Os clientes devem receber uma primeira carta em setembro, alertando sobre o problema, mas sem solução imediata. A correção envolverá a inspeção das junções da carroceria, aplicação de selante e, se necessário, substituição da central elétrica.
O escândalo deixa a imagem da Ford ainda mais abalada, especialmente em um momento em que a empresa acumula dezenas de recalls em curto espaço de tempo.
Com esse sendo o 98º recall recente da marca, cresce a desconfiança sobre os padrões de controle de qualidade adotados nos veículos da fabricante americana.
Enquanto isso, milhares de donos de Mustang terão que conviver com a incerteza de dirigirem um carro que pode apagar suas luzes traseiras a qualquer momento — e esperar pacientemente até 2026 por uma solução que, ironicamente, deveria ter sido feita antes do carro sequer sair da fábrica.
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