Antigos Clássicos Esportivos Ford

Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)

Impossível não perceber que um Maverick está por perto. O som do seu potente V8 ecoa de longe e seu visual esportivo chama a atenção de todos ao redor. Apesar da pequena trajetória, o modelo é considerado até hoje um clássico por inúmeros fãs.

Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)


Maverick: antes do seu nascimento

A Ford lançou o motor V8 em 1932, que custava aproximadamente 10 dólares.

Na história do automobilismo, a Ford conseguiu pela primeira vez unir o bloco de 8 cilindros em “V” numa única peça. Possuía três estruturas de virabrequim, que juntavam simplicidade e economia, e aos poucos tornou-se o motor mais vendido do mundo.


Possuía potência de 65 cv à 3400 rpm e alcançava uma velocidade de 120 km/h. Em seguida, a Ford apresentou duas versões, de 2200 cm³ (Model 60) e outro de 3620 cm³ (Model 85), sempre com 8 cilindros em “V”.

A família mais bem sucedida dos motores V8 da história veio em 1963, o famoso Small Block, da Ford, resultando em um dos menores blocos já fabricado. O primeiro modelo a receber o motor Small Block foi o 221, que equipou as belas curvas do Ford Fairlaine.

O mesmo bloco foi estendido para o 260, 289 e o nosso grande conhecido, o “V8 302”.

Mesmo assim, a Ford decidiu lançar o famoso Boss 302. Os principais pontos positivos ficavam nos 4 parafusos de estabilização do mancal do virabrequim de 7/16″, usado nas bielas dos cabeçotes 4V.

Passou a ser fabricado entre 1969/70 e rendia em torno de 290 hp a 5800 rpm.

De onde surgiu o nome Maverick?

Algumas lendas revelam que o nome surgiu um senhor fazendeiro chamado Samuel Maverick. Porém, o senhor era miserável, e seus animais eram obrigados a se virarem sozinhos. Ele não marcada seu gado com ferro quente, então, qualquer animal não marcado ficou conhecido como animais de “Maverick”.

Se pesquisarmos no dicionário Oxford, a palavra Maverick tem alguns significados, como homem independente, destemido e soberano.

A Ford quis homenagear Samuel Maverick, por isso vemos principalmente no emblema americano a representação do chifre de um touro, referindo-se ao estado de Texas.

Pouca gente sabe, mas a Ford não foi a primeira a usar o nome Maverick em um automóvel. A primeira empresa que utilizou o nome foi a Motor de Mountain View, Califórnia.

O nascimento do Maverick americano

Nos anos 60, pouco antes da crise do petróleo, a Ford norte-americana procurava um modelo compacto, barato e econômico para competir com a avanço na concorrência dos modelos europeus e japoneses que dominavam o mercado.

Cada fabricante lançou sua própria versão do que deveria ser um carro compacto americano.

Com base na plataforma do Falcon, a Ford apresentou ao público o Maverick em 1969, um pequeno cupê dotado do clássico esquema de motor dianteiro com tração traseira, custando por volta de U$1.995 dólares, com 15 cores disponíveis.

Em seguida, em 1971, o renomado propulsor V8 de 302 polegadas cúbicas nascia.

Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)

Oferecia melhor dirigibilidade, praticidade e possuía boa parte da mecânica de seus irmãos mais velhos (Falcon, Fairlaine e Mustang).

O Falcon deu lugar para um belo cupê de longo capô e traseira curta, com o original formato fastback, modelo que dominava o final dos anos 60.

As principais reclamações focavam na direção lenta e os freios a tambor, que superaqueciam com facilidade.

Era oferecido em 2 motores Motor Thriftpower Six, herdado do Falcon, com seis cilindros em linha, comando de válvula no bloco, válvulas no cabeçote e duas opções de cilindrada:

2,8 litros com potência de 82 cv e torque de 17,8 kgfm;

3,3 litros com potência de 91 cv e torque de 21,3 kgfm.

Em seu primeiro ano foram vendidos aproximadamente 579.000 unidades, sendo considerado o anti-Fusca que tiraria os compradores da Volkswagen.

Em 1970 chegou a versão 4,1 litros de 98 cv e torque de 25,3 kgfm. Era apresentado o acabamento esportivo Grabber, com teto revestido em vinil, rodas com sobre-aros cromados e painel traseiro na cor preta.

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Foi cogitada pela imprensa automotiva a promessa da adoção do V8 (bloco pequeno, small-block) de 302 polegadas, onde a Ford só confirmou a produção em 1971.

Os opcionais como freios dianteiros a disco, ar-condicionado e direção assistida foram introduzidos, fazendo com que o Maverick caísse ainda mais no gosto do consumidor.

Já em 1972, duas versões foram apresentadas: Sprint e LDO.

Maverick Sprint

Era um pacote oferecido também no Ford Pinto e no Mustang, caracterizado por uma pintura branca com faixas azuis e detalhes em vermelho, além do interior revestido com o mesmo esquema de cores.

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Maverick LDO

Já a LDO (Luxury Decor Option) contava com bancos de encosto reclinável, revestimento imitando madeira, tapetes em tecido, pneus radiais, calotas que podiam ser na cor do carro e teto revestido com vinil.

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Mas foi em 1973 que a dianteira instaurou um detalhe que destacava as linhas do carro.

No ano seguinte, o para-choque traseiro também sofreu modificações, alterando a leveza das linhas.

Mas, oposto ao que aconteceria no Brasil, o sucesso do Maveco nos Estados Unidos não foi abalado pela crise do petróleo em 73. O desfecho viria com a apresentação do seu substituto, o Granada, em 1975.

Maverick no Brasil

A missão do Maverick nos Estados Unidos era brigar com o avanço do Fusca. No Brasil esta tarefa foi confiada ao Ford Corcel. Mas por aqui o Maverick enfrentava o Opala, substituindo modelos como Itamary e Aero-Willys.

Mas calma, essa história é complicada, então vamos do começo!

No começo da década de 70, a Ford decidiu realizar uma pesquisa com alguns consumidores aqui no Brasil, com quatro veículos, todos brancos e sem identificação.

Os veículos eram: Chevrolet Opala, Ford Corcel, Ford Taunus alemão e o Maverick americano. Os consumidores já demonstravam uma certa a preferência por veículos europeus (para quem não sabe, o Corcel era um projeto do Renault 12).

Ao final dessa pesquisa, o Taunus foi o escolhido, gerando alguns problemas para a Ford.

Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)

Começando pelo motor. A produção do Taunus exigia um novo motor que só poderia ser produzido com a finalização da fábrica de Taubaté, interior de São Paulo.

A suspensão traseira independente aumentava o valor da produção, que se tornou inviável para a Ford.

Mas a Ford não desistiu e optaram pelo Maverick, já que a maioria dos componentes poderiam ser herdados do Aero-Willys, como motor e transmissão. Embora contrário à decisão do público, a Ford deciciu começar os planejamentos da fabricação.

Ocorreu uma pré-apresentação no Salão do Automóvel de São Paulo em 1972, mas o Maverick só veio ao mercado em 1973. Aconteceu também uma pré-apresentação do Maverick com motor 184, contou com a presença de 40 jornalistas, no dia 14 de maio de 1973.

Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)

Havia uma pequena alteração no logotipo no para-lamas dianteiro: não possuía o chifre de boi na letra “V”, como nos Estados Unidos.

John Garner, gerente de marketing da Ford explicou o apelido do Fusca com teto solar no mercado (Cornowagen) fez com que o chifre não fosse usado no Brasil.

Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)

O primeiro Maverick foi apresentado na versão duas portas cupê, porém, o espaço no banco traseiro não agradou o público de imediato.

Mas a carroceria era perfeita para a versão GT, que contava com cambio de quatro marchas e alavanca no assoalho. O Maverick era revelado em três versões, Super, Super Luxo e GT com motores:

Maverick Super e Super Luxo

Motor de 3,0 litros (herdado do Aero-Willys), com potência de 112 cv e torque de 22,6 kgfm, 6 cilindros em linha e peso de aproximadamente de 1.340 kg.

Essa versão contava com suspensão dianteira independente com braços sobrepostos e molas helicoidais, traseira com eixo rígido e feixes de molas semi-elipticas.

Era oferecido também (opcionalmente) o motor V8, todos com câmbio manual de quatro marchas no assoalho ou automático de três marchas na coluna de direção.

Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)
Maverick Super
Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)
Maverick Super Luxo

Maverick GT

Quatro anos antes, o Dodge Dart já se mantinha no mercado com um motor V8 de 318 cv, e o único concorrente era o Ford Galaxie, com potência mais baixa.

Então a Ford investiu em um motor V8 diferenciado para o Maverick, introduzindo o motor de 302 polegadas, potência de 199 hp (bruta) e 4.950 cilindradas cubicas, somente com câmbio manual de quatro marchas e acionamento no assoalho.

Sua aceleração de 0 à 100 km/h era feita em aproximadamente 11 segundos.

Contava com travas externas no capô, faróis auxiliares, bancos individuais com assento mais baixo, conta-giros sobrepostos à coluna de direção do volante, rodas de 14” e pneus Firestone Wide.

Aqueles que queriam mais espaço no banco traseiro tiveram que esperar cerca de cinco meses até o lançamento da versão sedã de quatro portas.

A crise do petróleo complica o Maverick

Com a crise do petróleo entre 1973 e 1974, o valor do combustível aumentou aproximadamente 400%, aumentando de 3 dólares para 12 dólares o barril.

Por isso, a Ford inseriu o motor 6 cilindros no Maverick, que ganhou a fama de “beberrão”, pois acelerava de 0 a 100 km/h em aproximadamente 20 segundos, o que pesou bastante na crise do petróleo.

Era um carro que, de acordo com os consumidores “andava como um quatro cilindros e bebia como oito”.

Após a conclusão da fábrica de Taubaté, o motor foi substituído para o notável propulsor Georgia 2.3 litros OHC com quatro cilindros em linha, comando de válvulas no cabeçote e correia dentada.

Concedeu ao Maverick um desempenho mais eficiente, permitindo aceleração melhor que o antigo 6 cilindros, alcançando aproximadamente 155 km/h, com 99 cv e torque de 16.9 kgfm.

Segunda fase

Nos Estados Unidos, o Maverick já estava aposentado desde 1977, mas a Ford apresentava a segunda fase do Maverick no Brasil. Alterações estéticas, novo interior, nova grade dianteira e novas lanternas traseiras.

Ganhou também modificações mecânicas como sistema de freios, eixo traseiro com bitola mais larga e suspensão revista.

Foi nesse mesmo ano que veio a versão LDO, versão mais cara do Maverick, contando com um acabamento mais refinado e interior monocromático. Para essa versão, um equipamento opcional foi oferecido, como câmbio automático de 4 marchas com acionamento no assoalho, exclusivo para o Maverick LDO.

As demais versões continuaram sendo produzidas com motor 2.3 OHC de série.

O Maverick GT recebeu modificações mais severas. Recebeu o capô do Grabber americano de 1971, ganhando duas entradas de ar, sem travas externas e passou a ser oferecido com motor 2.3 OHC e o motor 302-V8 era opcional para todos os modelos.

A Ford também apresentou em 1978 o Corcel II, disponível com motor 1.6 litros e cambio de cinco marchas, logo caindo na graça do consumidor brasileiro.

Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)

O fim do Maverick

A produção foi encerrada em abril de 1979, com aproximadamente 10.537 unidades fabricadas do Maverick GT, 85.654 de modelos cupês e 11.879 dos modelos com quatro portas.

Desde então, a Ford nunca mais apresentou um esportivo de motor V8 no mercado brasileiro, fora o Mustang importado que temos agora. Nestes anos desde o seu lançamento, restou uma grande saudade aos admiradores da versão 302 V8 GT.

Em uma busca rápida pelo Google, podemos perceber que os modelos são disputados no mercado de carros antigos, com preços bem altos.

Maverick versão perua

A GM oferecia em 1974 a Caravan, e a única perua da Ford no Brasil era a Belina. Para atender à demanda, a empresa Souza Ramos fabricou sua própria perua Maverick, lançada em 1978.

Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)

A traseira era fabricada pela Sul Americana, especializada em carrocerias de ambulâncias, viaturas e ônibus.

Modelos como Super e Super Luxo com motores de quatro e oito cilindros eram usados, mas sempre com cinco portas. O banco traseiro podia ser abaixado para maior espaço para bagagem.

O bocal do tanque na perua foi deslocado para a lateral direita. Estima-se que a quantidade produzida seja de apenas 150 unidades, porém, não há dados oficiais do fabricante.

O Maverick nas pistas…

Nas pistas o Maverick se deu bem. Logo na estreia, o Maverick venceu as 25 Horas de Interlagos em 1973.

Representada pela Greco Competições, a Ford mantinha uma equipe liderada por Luiz Antonio Greco. O motor 302 V8 recebeu cabeçotes Gurney-Weslake e comandos de válvulas “bravos”.

Usava quatro carburadores Weber 48 IDA, com aspiração máxima de 2.440 cfm. Resultado disso tudo? 450 cv à 5.800 RPM, levando o Maverick a 240 km/h.

Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)

A GM passava a oferecer o motor 250-S para o Opala, que estava muito mais rápido que o Maverick.

Logo, a Ford convocou o Conselho Técnico Desportivo Nacional e nasceu o famoso Quadrijet, com carburador Motorcraft Bijet e admissão Edelbrock.

O comando de válvulas passou a ser Iskenderain com 270 graus, permitindo um bom desempenho sem perder a dirigibilidade.

Sua potência era de aproximadamente 257 cv brutos, torque de 41,6 kgfm. Novamente venceu na estreia nas 12 Horas de Goiânia, prova que inaugurou a categoria Turismo.

O Quadrijet foi aposentado em 1976 por conta da norma técnica internacional Turismo de Série Grupo 1.

…e nas telas

The Boys Next Door, 1985 – Maverick cupê brasileiro

Freaks and Geek (seriado) – Maverick verde “surrado”

Fear and Loathing in Las Vegas – Maverick cupê azul claro

TV CHIPs (seriado) – Cupê alaranjando com para-choques volumosos.

The Gumball Rally – Nas cores da bandeira americana, modelo cupê.

2 Filhos de Francisco – Maverick cupê branco.

Miniaturas do Maverick

Raros são as miniaturas oficiais do Maverick, mas a Johnny Lightning produziu um Maverick cupê americano bem parecido com o Maverick GT brasileiro.

A serie Classic Gold vem em escala 1:64, na cor amarela.

Maverick: a curta história do esportivo (que teve até motor V8)

A empresa MotorMax produziu o Maverick duas portas de 1974 na escala 1:74 nas cores verde, amarelo e vermelho.

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Karina Furlan

  • catucadão

    esse carro é maneiro tem um vendendo numa loja por 220 mil

    • Ford Opala Attractive 200TSI

      Realmente. Um carrão !! Vi ele ser lançado quando eu era criança.

      Mas no Brasil infelizmente foi um fracasso, pois não havia público por um sedã médio com visual esportivo na época.
      O público do sedã médio era formado por pais de família que queriam transportar esposa e filhos. O Opala vendia muuuito mais.

      Hoje o público do sedã médio ainda é conservador, mas já existem muitos que querem um sedã mais esportivo.

  • Robinho

    louco por “V oitão” desses…ah se eu pudesse!

    • 4lex5andro

      Pois é, sonho de consumo (especialmente o LDO sedan e a “versão” station-wagon) de uma geração.

      O Maveco v8, ao lado do Dart. Mas hoje, pra comprar um desses, teria de “comprar junto” um posto de gasolina também.

  • Murilo Ramos

    Gostei desse Maverick Perua, mesmo sendo uma adaptação a Souza Ramos fez um ótimo trabalho, ficou bem bonito…

    • Eskarmory .

      Tb não conhecia, ficou muito bom. Sempre falam dessa Souza Ramos, mas sou de uma garação que não acompanhou. Talvez pudesse render um artigo.

  • Maycon Farias

    Matéria fantástica! Parabéns. O carro realmente é um clássico admirável.

  • Ricardo

    Dos “muscle car” brasileiros, entre Opala e Dodge, sou muiiiiito mais Maverick.

  • Ricardo

    Não entendo porque o Maverick é tão impopiuar nos EUA, dificilmente se vê um por lá.

    • Jefferson

      A Ford concentrou o Maverick mais no Brasil e Canadá.

  • ChalMust

    Boa matéria, parabéns. Vida longa ao M A V E C Ã O ! ! !

  • Luis Burro

    Ué ñ tem no velozes e furiosos?

    • Lorenzo Frigerio

      É um Maverick americano aquele.

  • Phantasma

    Esse carro tem um visual intimidador, gosto muito, mas não teria paciência de restaurar um, nem pagar 100 mil ou mais por um já feito. Sobre o nome já ouvi que na verdade trata-se de uma raça de cavalos, como a Ford Americana tinha o costume de batizar assim seus carros, acredito nessa possibilidade. E o ronco desse V8 é sensacional.

  • João Silva

    Meu pai teve um GT 75 302V8 cor de café, lindo, com rodas gauchinhas (que fizeram sucesso nos Fuscas e Brasílias em tala menor)… Ainda me lembro ele acelerando forte e o carro empinando a frente, eu pequeno olhava o quase o céu pelo parabrisa… Sensação indescritível que nunca vou esquecer….

  • Dellagos Silva

    “Por isso, a Ford inseriu o motor 6 cilindros no Maverick, que ganhou a fama de “beberrão”, pois acelerava de 0 a 100 km/h em aproximadamente 20 segundos, o que pesou bastante na crise do petróleo.” Essa parte do texto tá difícil de entender. Corrige aí!

  • Jackson

    A Hotwheel também lançou o Maverick na escala 1/64 nas cores laranja, azul, vermelho e outro dia eu vi um branco.

  • Lorenzo Frigerio

    Ótimo artigo.
    Acredito que o câmbio automático de 4 marchas só esteve disponível para os motores de 4 cilindros. Andei num desses lá por 1981. Era uma larva. Talvez pouca coisa mais rápido que um Del Rey automático. Pôneis malditos, tradição da Ford.
    Aliás, os 302 enviados ao Brasil eram o refugo do refugo do refugo, lembrando que nem nos EUA era considerado um motor premium. Era basicamente um motor de taxa baixa e mais cilindrada para substituir o 289.

    • Ricardo Campioni

      Pelo que me lembro em 1977 foi disponibilizado câmbio automático com alavanca seletora no console para mecânica “Georgia”, 2.3 4cc, sendo que inclusive havia uma promoção, motor 4cc e câmbio “grátis”, se quisessem. Quanto aos V8 disponibilizaram Cãmbio automáticos desde meados de 1974, com alavanca seletora na coluna e tbém poucas unidades com alavanca seletora no piso em coúpes. Lembro quando criança de algumas unidades okm , promoviam como se fosse um Mustang nacional. Aliás apesar da crise, o GT V8 teve fila de espera em 73′ e 74′ e haviam mavericks V8 super e super-luxo automáticos, sedãs e coupês. Gt, não; a não ser que houve algum pedido especial, tudo é possível.Quanto a serem 4m automáticos, tanto em um quanto em outro não lembro, V8 certeza que não, eram câmbios de 3m. Para o 4cc não me lembro.

  • Olá Juliano, conforme conversamos por email, realmente foi nosso erro, infelizmente não sabíamos da origem da foto e ela foi prontamente removida, nos desculpe.

  • MaurícioVSP

    VOitões da época… em marcha lenta: litrolitrolitrolitrolitro…. acelerando: galãogalãããogalãããããããooooo… kkkkkk
    Com a crise do petróleo da época… sem condição mesmo.

    • Esther Constantine

      por culpa dos porcos de terno e gravata que temos aqui, são tudo uns gananciosos, se fosse num pais dessente o nosso combustível seria barato, aqui estamos comendo o pão que o demônio amassou com o cu e, o café que o capeta coou com a cueca!

  • rafael morozini

    Aqui temos um 1976 , Sou apaixonado por ele !

  • Guh MDNS

    Eu hein!!!

  • José António Rossetto

    Corcel II 78 motor 1.6 e 5 marchas??? kkkkkkkkkk

    • Ricardo Campioni

      exato, só para linha 1979 foram disponibilizados o motor 1.6 e tbém. opcionalmente o câmbio de 5m.

  • Esther Constantine

    de intimidador aqui, é só o ford maverick tá legal?

  • Rubens Florentino

    O Maverick já nasceu “morto” quando a Ford decidiu lançá-lo com o pré-histórico motor 6 cilindros do Aero, com aquele câmbio esquisito de 4 marchas com alavanca na coluna e ainda por cima as primeiras versões tinham freio a tambor nas 4 rodas; esse carro não era nem de longe páreo para o Opala, mesmo o Opala 4 cilindros.
    Quando o motor 2.3 chegou já era muito tarde.

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