
A Ford está longe de encerrar sua saga com a linha Raptor — na verdade, ela está apenas começando uma nova fase mais ousada e global.
Segundo Will Ford, tataraneto de Henry Ford e atual chefe da divisão Ford Racing, o plano é expandir significativamente a gama de veículos com o selo Raptor.
A ideia não é apenas colocar adesivos em SUVs e picapes: cada novo modelo precisa carregar a essência extrema da Raptor ou nem sai do papel.
Atualmente, modelos como F-150 Raptor, Bronco Raptor e Ranger Raptor já são ícones da marca, com foco total em performance off-road.
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Mas a ambição agora é crescer para além do tradicional, mirando mercados internacionais e até segmentos improváveis, como o de esportivos.

A possibilidade de um Mustang Raptor já foi mencionada por executivos e entusiastas, mesmo que, até agora, não tenha sido oficialmente confirmado.
Jim Farley, CEO da Ford, negou a ideia em 2023, mas o cenário mudou: a popularidade de SUVs e veículos com visual aventureiro só cresceu.
Mesmo que o Mustang seja símbolo de asfalto, a ideia de um cupê com suspensão elevada e pneus de trilha não soa tão absurda quanto antes.
Além disso, a Ford participa ativamente de competições como o Dakar Rally, onde protótipos da Raptor T1+ servem como laboratório para futuras tecnologias.
Will Ford reforça que novos modelos da linha serão pensados com seriedade, mantendo o DNA off-road e atraindo novos públicos ao ecossistema da marca.

SUVs como o Expedition, que compartilha chassi com a F-150, aparecem como candidatos naturais para um futuro Raptor de sete lugares.
A linha Super Duty também entra no radar, especialmente com rivais como Ram Power Wagon e Chevrolet Silverado ZR2 ganhando terreno.
Já veículos como Maverick, Bronco Sport e Explorer enfrentariam desafios técnicos maiores para atingir o nível de exigência da marca Raptor.
Mesmo assim, a Ford não descarta inovações ousadas, especialmente fora dos EUA, onde modelos como o Everest já têm versões aventureiras.
O Everest, um SUV baseado no chassi do Ranger, é vendido na Austrália, Ásia e Oriente Médio, e pode ser a próxima grande aposta da divisão.
Com base robusta e proposta familiar, um Everest Raptor poderia preencher uma lacuna global entre utilitários e off-roaders radicais.
Além disso, rumores apontam para o desenvolvimento de um supercarro off-road baseado na experiência do Dakar, algo como um “GT do deserto”.
Essa abordagem segue uma tendência crescente de veículos com dupla aptidão — desempenho extremo com foco em terrenos difíceis.
Internamente, há apoio total: executivos como a CFO Sherry House já indicaram que a marca deve investir ainda mais nessa linhagem icônica.
Enquanto rivais oferecem versões “aventureiras”, a Ford quer consolidar a Raptor como sinônimo de off-road legítimo e sem concessões.
E com a nova geração da família Ford assumindo posições de liderança, a conexão entre legado e inovação promete trazer ainda mais ousadia à marca.
No fim das contas, o futuro da Ford parece estar coberto de poeira, lama, cascalho e… muita adrenalina.
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