
A Elliott Investment Management, fundo ativista dos Estados Unidos, está liderando uma ofensiva contra a tentativa de privatização da Toyota Industries Corp., em uma operação avaliada em ¥6,1 trilhões — o equivalente a R$ 207 bilhões.
O grupo está convocando outros acionistas minoritários a rejeitarem a proposta, alegando que a empresa vale bem mais se seguir como companhia independente.
Segundo carta divulgada nesta segunda-feira, a Elliott estima que o valor patrimonial real da Toyota Industries é de ¥26.000 por ação, ou R$ 884 com base na cotação atual.
O valor oferecido pelo Grupo Toyota, mesmo após revisão, é de ¥18.800 por ação — o equivalente a R$ 639, uma diferença de 30%.
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Apesar do aumento na proposta, a nova oferta não foi suficiente para silenciar o debate sobre a avaliação da empresa.
A oferta foi lançada oficialmente no dia 15 de janeiro e estará aberta até 12 de fevereiro.
Se aceita, a Toyota Industries passará a ser controlada pela Toyota Fudosan Co., uma empresa imobiliária não listada em bolsa, presidida por Akio Toyoda — neto do fundador da Toyota Motor e atual chairman do grupo.
A Elliott, que revelou em novembro possuir 5% das ações da Toyota Industries, reiterou que não venderá sua participação.
Mais que isso: propôs um plano alternativo no qual a companhia seguiria listada, mas adotaria uma série de medidas para elevar seu valor de mercado.
Entre as sugestões estão o fim das participações cruzadas, melhorias na governança corporativa, alocação mais eficiente de capital e consolidação de ativos.
Com isso, a Elliott projeta que as ações da Toyota Industries poderiam alcançar mais de ¥40.000 por papel até 2028 — o equivalente a R$ 1.360.
“Com um caminho claro para destravar valor de forma independente, não há necessidade de prosseguir com essa transação”, afirmou o fundo na carta aberta.
A primeira proposta de compra feita pelo Grupo Toyota, em junho de 2025, avaliava a Toyota Industries em ¥4,7 trilhões, ou R$ 159 bilhões, valor que representava um desconto de 11% em relação à sua capitalização de mercado na época.
Desde o início, o plano gerou críticas de investidores que acusam o grupo de tentar reforçar o controle da família fundadora sobre o maior conglomerado empresarial do Japão por meio de uma aquisição opaca e com pouca transparência.
O desfecho da disputa pode ter repercussões globais, servindo como precedente para outras tentativas de fechamento de capital por grupos familiares, especialmente no Japão e na Ásia.
A briga também representa um raro confronto direto entre fundos estrangeiros e uma das famílias empresariais mais influentes do Japão.
No centro da disputa, estão valores bilionários — e o futuro do controle da Toyota Industries.
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