
A corrida por recarga ultrarrápida virou um teste de força entre montadoras, e a Geely acaba de puxar o pelotão ao ampliar oficialmente sua rede própria para 2.103 estações.
Dados de infraestrutura da Autohome indicam que a cobertura já alcança 215 cidades e reúne 6.269 pontos de recarga instalados especificamente em áreas de serviço de rodovias, na China.
O destaque que a empresa coloca no centro do discurso é a capacidade máxima por conector, com pico registrado de 1.500 kW, posicionando a marca na chamada “Era do Megawatt”.
A verificação desse pico de 1,5 MW foi feita em testes com o Zeekr 001 ano-modelo 2026, usado como vitrine tecnológica para demonstrar a entrega real de potência.
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O carro leva a bateria “Golden Battery”, desenvolvida internamente, com capacidade de recarga 12C, e em demonstrações técnicas foi de 10% a 80% de carga em cerca de 7 minutos.
Para viabilizar essa transferência, o Zeekr 001 utiliza arquitetura elétrica de 900V, capaz de trabalhar com corrente máxima próxima de 1.488A para reduzir aquecimento e aumentar a eficiência.
A Geely sustenta que essa solução supera o patamar de 800V que vinha sendo tratado como referência do setor, ao permitir potência mais alta com perdas menores.
No lado da infraestrutura, a estratégia é de “ativo próprio”: a montadora opera os pontos diretamente, sem depender de agregadores, e mantém controle vertical do protocolo de comunicação.
Cada carregador “Megawatt” de 1.500 kW foi projetado para atender de 50 a 60 veículos por dia, considerando uma sessão média de 50 kWh.
Para evitar que picos tão altos estressem a rede local, a empresa integra buffers de armazenamento de energia no próprio site, entre 300 e 500 kWh.
Esses buffers funcionam como reservatório para sustentar várias sessões consecutivas de alta velocidade mesmo em regiões com capacidade limitada de fornecimento.
No roteiro tecnológico, a migração rumo a uma arquitetura de alta tensão de 1.500V é apontada como base do plano de NEVs premium do grupo.
Esse sistema dá suporte ao novo conjunto elétrico 16-em-1, integrado em 900V, com potência de 503 cv, além de baterias LFP Aegis de “lâmina curta” e opções híbridas sólido-líquidas.
A Geely afirma que a química Aegis mantém 90,5% da capacidade a -30°C e preserva 92,1% de saúde após 1.500 ciclos completos, mirando durabilidade sob recargas extremas.
No desempenho de mercado, o Geely Group reportou 476.327 entregas nos dois primeiros meses de 2026, cerca de 76.000 veículos acima do volume divulgado pela BYD no mesmo período.
Enquanto a BYD fala em chegar a 20.000 estações até o fim do ano via modelo de parceria “station-within-a-station”, a Geely aposta na densidade operacional de 1.216 estações proprietárias ultrarrápidas.
A lógica é garantir que marcas do grupo, como Zeekr, Lynk & Co e Lotus, tenham prioridade no acesso às maiores velocidades de recarga disponíveis.
Com o mercado de EVs puros esfriando no início de 2026, a Geely também diversificou a estratégia com o híbrido Thor 2.0, que teve eficiência térmica verificada de 46,5%.
A empresa diz usar algoritmos de IA para monitorar microcorrentes no pack e promete estender a vida útil da bateria em 15% ao reduzir a formação de dendritos.
Combinando a plataforma SEA e o sistema Geely Afari Smart Driving, a marca tenta vender a arquitetura de 1.500V como parte de um ecossistema próprio de energia e inteligência para manter autonomia técnica no mercado global.
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