
A General Motors decidiu estender a paralisação da fábrica de Flint, em Michigan, mantendo cerca de 5 mil trabalhadores afastados até pelo menos 26 de janeiro.
A produção está suspensa desde 24 de dezembro, em pleno recesso de fim de ano, e agora soma mais de um mês de inatividade na linha de montagem.
A unidade é responsável pela fabricação das picapes Chevrolet Silverado HD e GMC Sierra HD, dois dos modelos mais importantes da GM nos Estados Unidos.
A justificativa oficial da empresa foi a realização de “manutenção planejada e trabalhos de projeto”, sem maiores detalhes sobre o escopo da intervenção.
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Desde meados de dezembro, surgiram especulações de que a paralisação estaria relacionada a atualizações estruturais para novos produtos ou motores.
Uma das possibilidades é a preparação para o novo motor V8 small block de sexta geração, previsto para estrear na linha 2027 da GM.
Mesmo sem produção, os funcionários da fábrica sindicalizados continuam recebendo benefícios durante o período de layoff temporário.
O sindicato UAW Local 598, que representa os trabalhadores da planta de Flint, confirmou em comunicado que a GM solicitará os benefícios em nome dos empregados afetados.
A interrupção tem reflexos além dos portões da fábrica, afetando comércios, restaurantes e pequenos negócios da região, que dependem da movimentação diária do complexo.
A paralisação de Flint não é um caso isolado: a fábrica de Bowling Green, no Kentucky, onde são produzidos os esportivos Corvette, também está parada desde 15 de dezembro.
Lá, as atividades só devem ser retomadas em 12 de janeiro, em mais uma pausa sem explicações detalhadas por parte da montadora.
Especula-se que a GM esteja aproveitando a desaceleração de vendas no final do ano para reduzir estoques acumulados nas concessionárias.
A ausência de transparência nos motivos das paralisações tem alimentado rumores sobre uma possível reorganização profunda na cadeia de produção da empresa.
Especialistas do setor acreditam que a GM esteja se antecipando a exigências futuras, com ajustes voltados a eletrificação, novos motores a combustão e modernização das linhas.
Enquanto isso, os trabalhadores esperam pela retomada das atividades com a garantia de que seus direitos e salários não serão comprometidos.
O que exatamente está sendo feito dentro da planta de Flint permanece uma incógnita, mas os sinais apontam para mudanças significativas nos próximos anos.
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