
Entramos oficialmente na era em que os assistentes de condução não apenas cumprem o prometido, mas também sabem quando devem ou não agir.
Marcas como BMW já começam a introduzir tecnologias com esse nível de inteligência em modelos como o novo X3 e o iX3, mas a GM quer ir além — e está mirando em um tipo de controle quase telepático.
A fabricante registrou uma patente que descreve um sistema de troca de faixa com base no olhar do condutor.
Usando uma câmera interna voltada para o rosto do motorista, o sistema seria capaz de identificar movimentos oculares e interpretar para qual lado o condutor gostaria de mudar de faixa.
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A partir dessa leitura, o comando seria enviado para o pacote de direção semiautônoma do carro, que executaria a manobra de forma segura.
Apesar de curiosa, a proposta gerou questionamentos sobre sua real utilidade, especialmente considerando que a própria GM já oferece sistemas que fazem mudanças de faixa de forma totalmente automática, como o Super Cruise.
Com esse sistema atual, o veículo detecta tráfego mais lento e realiza a ultrapassagem sozinho, sem necessidade de intervenção humana.
Neste novo conceito, porém, o motorista precisaria expressar a intenção com os olhos — o que, em tese, adiciona mais um passo ao processo.
O fluxo descrito na patente parece complexo e até redundante, levando à dúvida sobre se a tecnologia realmente traria benefícios práticos ou apenas serviria para impressionar passageiros.
Ainda assim, o sistema pode abrir caminho para novos tipos de interação homem-máquina, principalmente em situações onde comandos manuais ou verbais não são ideais.
O uso de câmeras internas para captar expressões e movimentos do condutor já está presente em outros sistemas de segurança e monitoramento de atenção, então a evolução para leitura intencional de comandos visuais não é um salto tão absurdo.
Se a GM conseguirá transformar isso em algo funcional e confiável no cotidiano, é outra história.
Por enquanto, a proposta soa mais como um experimento conceitual do que uma funcionalidade essencial.
Mas em um mundo onde a direção autônoma caminha para decisões cada vez mais automatizadas, dar ao condutor uma forma de interagir de maneira discreta — e até intuitiva — pode se tornar uma vantagem competitiva.
Seja como for, parece que os olhos vão continuar sendo, cada vez mais, a nova forma de comando dentro dos carros do futuro.
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