
A General Motors novamente abre um PDV — Plano de Demissão Voluntária — em sua sede histórica, a fábrica de São Caetano do Sul, na região do Grande ABC Paulista.
Alegando queda nas vendas, a GM quer reduzir o quadro na planta antiga, com adesão de 208 funcionários das áreas de manufatura (198) e ferramentaria (10).
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, a GM ofereceu sete salários adicionais, mais um Chevrolet Onix 1.0, ou R$ 85 mil e mais 24 meses de convênio médico ou o pagamento de R$ 48 mil.
Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente da entidade revelou os detalhes ao site AutoData: “O motivo da abertura de PDV é a queda nas vendas, por causa da oscilação do mercado.”
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Com isso, a GM vai reduzindo seu quadro na fábrica da região metropolitana de São Paulo, onde produz os modelos Chevrolet Tracker, Montana e Spin.
Tendo 7,1 mil funcionários, a mais antiga fábrica da GM no país recebeu parte dos R$ 5,5 bilhões de investimento nas plantas paulistas da empresa, de um total de R$ 7 bilhões que a montadora aplicou no país.

Mesmo assim, segundo a GM, o PDV “faz parte do processo contínuo de adequação operacional da companhia às atuais condições de mercado e aos níveis de demanda.”
No mercado nacional, a GM está em terceiro e mais distante da Volkswagen, em segundo, com seu market share caindo fortemente no Brasil.
Em 2024, a GM tinha a mesma posição, mas com 12,7% de participação, porém, ao apagar das luzes de 2025, seu market share caiu para 10,8%.
No mesmo período, as vendas caíram de 315 mil para 276 mil unidades, o que é uma queda bastante expressiva, num mercado que vê cada vez mais a entrada de marcas chinesas e o distanciamento de Fiat e VW nas primeiras posições.
O Onix, que já foi um dos carros mais emplacados do país, hoje é apenas um coadjuvante diante de rivais protagonistas como Polo e HB20, embora sejam os SUVs os que mais ganharam terreno.
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