
O seguro automotivo existe para proteger em situações reais de necessidade, mas muita gente insiste em tratá-lo como uma oportunidade de ganho fácil.
Todos os anos, milhares de motoristas tentam enganar seguradoras com relatos exagerados ou completamente inventados, apostando que ninguém irá conferir os detalhes.
O problema é que, quando algo foge do padrão, as empresas investigam, monitoram rotinas e podem não só negar indenizações como exigir a devolução do dinheiro pago.
Dados recentes divulgados pela Manitoba Public Insurance revelam a dimensão do problema na província canadense de Manitoba.
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Somente neste ano, mais de 2.600 pedidos de indenização por danos materiais e lesões corporais levantaram suspeitas de fraude.
Entre todos os casos analisados, cinco chamaram atenção pelo nível de exagero, criatividade e descuido dos envolvidos.
Em um deles, um motorista se envolveu em uma colisão leve e alegou ferimentos tão graves que não conseguia trabalhar nem cuidar da própria casa.
Com base nisso, passou a receber pagamentos por afastamento profissional e assistência pessoal custeada pelo seguro.
A suspeita surgiu rapidamente, e a unidade especial de investigação decidiu acompanhar a rotina do suposto lesionado.
O resultado foi constrangedor: o “incapacitado” frequentava academia regularmente e levantava pesos elevados sem qualquer limitação aparente.
Os benefícios foram cortados imediatamente após a constatação do golpe.
Outro caso envolveu um caminhoneiro que sofreu queimaduras quando seu veículo pegou fogo durante o trajeto.
Segundo o relato, ele teria passado cerca de dez minutos tentando salvar o caminhão antes do incêndio se espalhar.
Imagens de câmeras, porém, mostraram que o próprio motorista provocou o incêndio, que saiu do controle após uma explosão inesperada.
A indenização foi negada, evitando um prejuízo estimado em cerca de R$ 5,5 milhões.
Houve ainda um suposto furto de veículo em estacionamento, que rendeu ao proprietário um pagamento de R$ 284 mil.
Investigadores descobriram o carro dentro de um contêiner, pronto para embarcar rumo a Dubai, ainda em território canadense.
O veículo havia sido “roubado” dias depois de já estar fora da cidade, sem sinais de arrombamento ou violação.
Em outro episódio, dois motoristas alegaram um acidente envolvendo um Porsche, supostamente causado de forma acidental.
A apuração mostrou que a colisão foi provocada de forma intencional, quando um dos carros avançou contra o esportivo ao sair da garagem.
Para piorar, o condutor do Porsche possuía apenas permissão provisória e dirigia de forma ilegal.
No último caso, um trabalhador afirmou estar incapacitado após um acidente leve e incapaz de levantar mais de dois quilos.
A vigilância revelou o mesmo indivíduo carregando regularmente entre 18 e 20 caixas de cerveja sozinho.
Os pagamentos foram encerrados e a seguradora agora tenta recuperar cerca de R$ 104 mil já desembolsados.
Os casos reforçam que, no mundo dos seguros, a tentativa de levar vantagem pode acabar custando muito mais caro do que o prejuízo original.
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