Governo americano processa Hyundai por trabalho infantil em fábrica de peças

hyundai alabama
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As condições nas fábricas de autopeças e componentes automotivos nos EUA expôs uma dura realidade, de que nem os fabricantes sabem exatamente o que acontece nelas e agora se sabe que até trabalho infantil estava sendo usado.

O Departamento do Trabalho dos EUA abriu um processo contra a Hyundai e outras empresas, que estariam envolvidas no uso de trabalho infantil, direta ou indiretamente, em uma fábrica de peças no Alabama.

Em realidade, os réus no processo são uma fábrica de peças do grupo Hyundai e uma recrutadora de mão de obra, por utilizarem mão de obra infantil, o que é ilegal.

O Tribunal Distrital dos EUA em Montgomery, Alabama recebeu a ação, que obriga as empresas a renunciarem a quaisquer lucros relacionados com a utilização de trabalho infantil em suas instalações.

Em 2022, surgiu uma denúncia num relatório divulgado pela Reuters, onde a empresa Smart, utilizava mão de obra infantil numa área industrial, onde crianças de até 12 anos eram utilizadas no processo.

A Hyundai Motor Manufacturing Alabama LLC, a SMART Alabama LLC e a Best Practice Service LLC são citadas no processo, sendo esta última a responsável pelo recrutamento de trabalhadores para a linha de produção de peças.

Na investigação, a Divisão de Salários e Horas do Departamento de Trabalho dos EUA, descobriu que uma das crianças trabalhava até 60 horas por semana na seção de estamparia, onde chapas de aço são moldadas em partes de carrocerias.

Modelos como Hyundai Santa Fe, Tucson e Santa Cruz foram alguns dos produzidos com peças feitas por um operador infantil. No caso, o Departamento descobriu ainda que “dois funcionários adicionais não foram bem-vindos nas instalações devido à sua aparência e outras características físicas, o que sugeria que também eram menores de idade”.

Seema Nanda, Procuradora do Trabalho, disse em nota: “As empresas não podem escapar à responsabilidade culpando os fornecedores ou as empresas de recrutamento por violações do trabalho infantil, quando, na verdade, também são empregadores”.

Um dos casos mais chocantes era de uma menina de 13 anos e seus dois irmãos, na época com 12 e 15 anos, que trabalhavam na fábrica em 2022 e não frequentavam a escola, segundo publicado pelo site Auto News .

Quando se observa isso, a impressão que se tem é que o caso seria em algum país pobre e sem leis trabalhistas consistentes, mas estamos falando dos EUA. Isso mostra como o mundo não tem fronteiras quanto à exploração infantil.

 

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Autor: Ricardo de Oliveira

Com experiência de 27 anos, há 16 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook, X