
O governo chinês está prestes a acelerar duas das maiores promessas tecnológicas do setor automotivo: as baterias de estado sólido e a direção autônoma avançada.
A nova diretriz foi apresentada pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), durante uma reunião interministerial realizada em Pequim no dia 13 de janeiro.
O encontro marcou oficialmente o início do 15º Plano Quinquenal da China e destacou 2026 como um ano-chave para transformar o setor de veículos inteligentes e conectados do país.
O foco será resolver gargalos tecnológicos, fortalecer a coordenação entre setores estratégicos e impulsionar o desenvolvimento de uma cadeia industrial sólida, independente e de alta qualidade.
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Entre as metas prioritárias estão os avanços em produtos estratégicos, materiais essenciais e softwares fundamentais.
Nesse contexto, as baterias totalmente de estado sólido e a direção autônoma de Nível 3 foram destacadas como áreas críticas para o futuro da indústria automotiva chinesa.
No caso das baterias, montadoras como Dongfeng, Chery, SAIC e a fabricante de componentes Sunwoda já estão saindo dos laboratórios para iniciar a produção em escala piloto.
Os protótipos apresentam densidade energética entre 350 e 600 Wh/kg e prometem autonomia real entre 1.000 e 1.300 km por carga — números que superam com folga os atuais padrões de mercado.
Essas baterias devem oferecer maior vida útil, maior segurança térmica e alinhamento com a meta nacional de reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
Estão sendo firmadas parcerias estratégicas para o fornecimento de materiais para cátodos e eletrólitos, além de planejadas linhas de produção em escala de gigawatts-hora.
Em paralelo, o governo quer acelerar a comercialização de veículos com direção autônoma de Nível 3.
Montadoras como BYD, Xpeng, Li Auto, Changan Deepal e Arcfox já obtiveram permissões para testes e operam seus modelos em vias públicas específicas, coletando dados para aprimorar algoritmos, sensores e conectividade veicular.
O MIIT já autorizou a entrada no mercado dos primeiros carros L3, que dirigem sozinhos sob certas condições controladas, dando início à implantação comercial dessa tecnologia.
Isso marca 2026 como o ano de virada para a condução autônoma de alto nível na China.
No lado da demanda, o governo também vai agir para estimular o consumo.
Entre as medidas previstas estão programas de troca de veículos, incentivos para caminhões pesados eletrificados, ampliação da cobertura de seguros para elétricos e estímulo à diversificação do perfil do consumidor.
Outra frente relevante será a manutenção de um ambiente competitivo e justo.
O MIIT prometeu intensificar a fiscalização de preços, qualidade e conformidade dos produtos, além de fortalecer o papel das normas técnicas para orientar a evolução do setor e impor mais disciplina corporativa.
Por fim, a política industrial chinesa também terá foco internacional.
O governo pretende fomentar acordos comerciais e tecnológicos, integrando cadeias globais de produção com mais segurança e controle de riscos.
A ideia é incentivar empresas chinesas a expandirem de forma ordenada e estratégica, consolidando uma nova era de cooperação industrial global sob liderança asiática.
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