
O clima entre General Motors e o governo canadense azedou de vez após mais uma reviravolta nas operações da montadora no país.
A decisão de cortar um turno inteiro na fábrica de Oshawa a partir de 2 de fevereiro e dispensar cerca de 500 funcionários acendeu um alerta vermelho em Ottawa.
Segundo autoridades, esse movimento pode afetar até 1.200 empregos em toda a cadeia de fornecimento, abalando diretamente a economia da região.
Em resposta, o governo federal anunciou que vai cobrar de volta os milhões investidos como incentivos para projetos que não se concretizaram.
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A planta de Oshawa, responsável pela produção da picape Chevrolet Silverado, tem sido estratégica para a exportação aos Estados Unidos, mas agora enfrenta um futuro incerto.
Além do corte de pessoal, a GM já havia cancelado os planos de desenvolver a van elétrica BrightDrop na fábrica de Ingersoll, em outra mudança repentina de direção.
Essas decisões contrastam com os compromissos firmados anteriormente com o governo, que envolviam aportes de até CA$ 259 milhões para modernização das duas fábricas.
A ministra da Indústria, Mélanie Joly, foi clara ao declarar que a paciência do governo acabou e que a GM terá que devolver os recursos públicos recebidos.
Ela afirmou, em entrevista à emissora CBC, que deixou isso explícito à própria montadora em reunião recente.
O valor exato da cobrança ainda está sendo calculado, mas já se sabe que envolve cifras milionárias.
Segundo Joly, o governo está pronto para redirecionar os investimentos a empresas que mantenham seus compromissos com os trabalhadores canadenses.
Com a GM reduzindo sua presença, Ottawa passa a olhar com mais atenção para outras montadoras, como Toyota e Honda, que continuam apostando na produção local.
Toyota, por exemplo, fabrica o RAV4 em Ontário, enquanto a Honda manteve seu número de empregos mesmo mudando seus planos no setor de EVs.
A postura do governo federal agora é mais agressiva: se a GM não quiser continuar investindo no país, há quem queira ocupar esse espaço.
Autoridades canadenses já iniciaram conversas com fabricantes coreanos e até chineses, numa tentativa de manter o setor automotivo forte e competitivo.
O investimento anterior da GM em Oshawa, de CA$ 280 milhões para viabilizar a próxima geração de caminhonetes a combustão, segue de pé, mas o clima de confiança foi abalado.
Com esse cenário, o futuro da planta em Oshawa e da relação da GM com o Canadá fica cada vez mais incerto, enquanto o governo busca novos parceiros mais comprometidos.
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